NeuroHub App auxilia a rotina de cuidados neurológicos

Fotografia com Rodrigo Alencar e logotipo NeuroHub, app que promete organizar rotina de cuidados neurológicos.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Fotografia colorida, com fundo preto, e o logo NeuroHub. No centro da imagem está o Rodrigo Alencar, homem de pele branca, com cabelos curtos e barba pretos. Está sorrindo, com braços cruzados, e usa camisa azul. Créditos: Divulgação

Após experiência com sua filha, Rodrigo Alencar decidiu criar a healthtech NeuroHub para organizar o dia a dia de pessoas em situações similares a dele – App gratuito tem lançamento previsto para julho deste ano

Apesar do lançamento do app ser em 2021, o motivo de sua criação começou antes, em 2015. Há seis anos, Maria Sofia, filha de Rodrigo Alencar, sofreu uma crise de encefalite , que resultou em uma epilepsia de difícil controle. Desde então, ele e sua esposa Viviane Alencar vêm cuidando dela diariamente, o que lhe fez perceber algumas dificuldades, principalmente na organização dos medicamentos e no registro de crises. Surgiu, então, o desejo de criar o app NeuroHub, com o objetivo de ajudar cuidadores e profissionais da saúde no acompanhamento de pessoas com deficiência neurológica e doenças neuromotoras.

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Formado em Direito pela Universidade Estácio de Sá, Rodrigo começou a se aproximar da área da saúde no contato com sua filha. Além da experiência com Maria Sofia, ele também conversava frequentemente com outras famílias que passavam por situações similares e faziam apontamentos semelhantes aos dele.

“Todo mundo que tem familiar com uma doença neurológica sabe que é um tratamento bem complexo, é necessário gerenciar medicações, dosagens. As informações precisam ser certeiras e ter a tecnologia para ajudar na organização só vem a somar”, explica Rodrigo Alencar, CEO da NeuroHub.

Já a aproximação ao mundo dos negócios aconteceu em 2020, quando Alencar iniciou o seu MBA em healthtechs, na Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP). “Percebi que me faltava conhecimento em gestão de empresas. Assim, decidi me especializar na área e aprender a base que me faltava para dar início a startup”, explica o empreendedor.

Ilustração colorida de um cérebro e o logo NeuroHub.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Ilustração com fundo azul e o logo NeuroHub, com o site: www.neurohub.app, no rodapé. No centro da imagem, a ilustração de um cérebro humano, com pontos luminosos. Créditos: Freepik/ Edição JI

Além de seu conhecimento, Rodrigo também aproveita o momento de crescimento das healthtechs em nosso país para dar início ao seu projeto. No Brasil, os investimentos em startups deste segmento somaram mais de 90 milhões de dólares somente no primeiro trimestre do ano, o que corresponde a 85% do total investido em 2020. A estimativa é que se encerre com um número superior a 200 milhões de dólares investidos até dezembro de 2021.

“A pandemia da Covid-19 trouxe diversas mudanças no campo da medicina, vimos um aumento considerável da Telemedicina e outros recursos que facilitam o dia a dia do paciente, como nosso aplicativo, que terá justamente este objetivo, de ser uma grande agenda e descomplicar a organização da rotina do paciente”, explica o CEO da NeuroHub.

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O aplicativo está em fase final de testes e ficará disponível para download de forma gratuita nas plataformas iOS e Android a partir de julho de 2021. Dentre as principais funcionalidades do app, é possível citar o registro de crises, alerta de medicações, anotar as datas das consultas, gerar relatórios e registrar sintomas do dia a dia, como uma febre ou enjoo. “Estamos ansiosos para começar a operação da plataforma, o aplicativo com certeza será muito útil para familiares e profissionais da saúde também, ajudando a otimizar o tempo de uma consulta. Temos a meta de alcançar 5.000 usuários até julho de 2022”, conclui Rodrigo Alencar.

SOBRE NEUROHUB E RODRIGO ALENCAR

Rodrigo do Val é CEO e criador do app Neurohub, que será lançado em 2021 com o intuito de ajudar pessoas com deficiências neurológicas/neuromotoras a organizar sua rotina de remédios, além de registrar alterações no quadro clínico do paciente, ajudando os médicos a monitorar o quadro. Sua filha mais velha, Sofia, tem epilepsia, e ele utiliza sua experiência cuidando dela para ajudar outras famílias

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