Projeto Graffiti #PraCegoVer: Arte Urbana Acessível em São Paulo

Foto em área externa. No centro, a primeira parede de grafite em braille do mundo, no Beco do Batman, em São Paulo. Sobreposição da logo do projeto Graffiti #PraCegoVer, promovendo a arte urbana acessível para pessoas com deficiência visual, no canto esquerdo inferior.
Primeira parede de grafite em braille do mundo, o projeto Graffiti #PraCegoVer promove a inclusão de pessoas com deficiência visual na arte urbana acessível, a partir de 19 de agosto. (Foto: Divulgação)

Grafites táteis com texto em Braille: Uma experiência imersiva completa.

O projeto artístico-cultural “Graffiti #PraCegoVer” revoluciona a apreciação da arte urbana por pessoas com deficiência visual. Ao criar murais de grafite em braille, proporciona um ambiente inclusivo para que essas pessoas vivenciem a essência da arte de rua.

Segundo a assessoria de imprensa, essa iniciativa surgiu da percepção de que, enquanto as pessoas videntes podem apreciar as pinturas de rua, aquelas com alguma deficiência visual são privadas dessa experiência e do exercício de cidadania trazido pela democratização da arte urbana.

Índice do conteúdo


Boa leitura!

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Projeto Graffiti #PraCegoVer: Inovação artística

Com a missão de transformar essa realidade, o projeto Graffiti #PraCegoVer é pioneiro na criação de murais de grafite em braille. Esses grafites táteis são acompanhados por texto em braille, detalhando formas, cores e dimensões da imagem, proporcionando uma imersão completa.

“A democratização e a inserção da arte para além do sentido visual, além de inclusiva, é transformadora do espaço público, uma vez que a arte manifesta a presença e os discursos de diversos agentes históricos”, diz o Curador do Projeto, Roberto Parisi.

Arte Urbana Acessível com inclusão #PraCegoVer

Para atingir essa meta, foram estabelecidos diálogos e parcerias com entidades sociais, produtores culturais, acadêmicos, engenheiros e artistas, que incorporaram uma abordagem inclusiva para a promoção de um impacto verdadeiro.

Tudo com direito a experiências e criações artísticas que buscavam a inclusão de não videntes, entre eles renomados artistas como Roy Nachum, artista israelense, e The Blind, grafiteiro francês, que incluíam textos em braile que complementavam a imagem, ou descreviam o conteúdo em um segmento separado da imagem, mas sem a experiência com a obra de arte. O projeto Graffiti #PraCegoVer busca não apenas inserir frases nos murais, mas uma representação completa das obras de arte para pessoas cegas e com baixa visão.

Diálogo e Capacitação: Roda de Conversa e Workshops

O projeto terá diferentes atividades para promover a inclusão e disseminar a técnica desenvolvida. Entre elas, uma roda de conversa com entidades e pessoas com deficiência visual para discutir a ampliação e democratização do acesso a projetos culturais. Além disso, serão oferecidos workshops físicos e online, nos quais artistas aprenderão a aplicar a técnica do braille nos murais, possibilitando a replicação dessa abordagem inclusiva em diferentes lugares ao redor do mundo.

Os workshops abordarão tópicos como criação de arte, aplicação de braille e texturas, digitalização, impressão tridimensional, aplicação e fixação, e pintura. As pessoas participantes terão a oportunidade de entender e vivenciar todo o processo necessário para a criação dos murais em braille.

“Nosso objetivo é difundir a técnica por nós desenvolvida de aplicação tridimensional para Graffiti, fornecendo informações e subsídios para que todos sejam incluídos no Graffiti”, explica o Diretor Artístico, Murillo Denardo.

Folder com informações do projeto Graffiti #PraCegoVer.
Descrição alternativa #PraGeralVer: Folder do projeto com a logomarca Graffiti #PraCegoVer, a data 19 de agosto, local Beco do Batman - São Paulo, SP. Abaixo está a frase: “A primeira parede de Graffiti para não-videntes do mundo!”. Como plano de fundo, uma fotografia retrata em detalhe as pontas de dedos fazendo a leitura em braille da arte. (Créditos: Divulgação)

Curadoria, Painéis e Equipe Multidisciplinar

A criação artística do projeto está a cargo do renomado artista Subtu, com curadoria de Roberto Parisi. As obras contarão a história do projeto Grafitti #PraCegoVer por meio do personagem Yoko, um macaco japonês que simboliza a luta por inclusão, diversidade e representatividade social. A história será contada em três murais que se conectarão como uma história em quadrinhos, proporcionando uma experiência única às pessoas espectadoras.

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Após a criação dos desenhos, eles serão digitalizados e transformados em impressões 3D, que serão encaixadas e fixadas nos murais, formando três painéis distintos, mas autônomos, que completam a história do projeto quando vistos e experimentados juntos. A história completa estará disponível online através das plataformas digitais e redes sociais da Mosaiky Eventos. As placas serão pintadas com spray pelo artista Subtu e ficarão em exposição pública por 60 dias, permitindo que a população tenha uma experiência imersiva e inclusiva com a arte urbana.

O projeto Graffiti #PraCegoVer conta com uma equipe multidisciplinar de profissionais, incluindo consultores em impressões 3D, consultor de acessibilidade, designer, curador e produtores. Essa equipe tem trabalhado arduamente nos últimos meses para garantir que a técnica desenvolvida seja permanente e facilmente replicada em outros murais com a colaboração de novos artistas.

Programação completa

Projeto Graffiti #PraCegoVer

  • Data: 19 de agosto a 19 de outubro de 2023.
  • Horário: 10h
  • Local: Beco do Batman
  • Endereço: R. Medeiros de Albuquerque, 82-154 – Vila Madalena, São Paulo
  • Informações: Site oficial do projeto no link .

Roda de conversa

Discutiremos com entidades PCDs a necessidade de ampliação e democratização do acesso de deficientes visuais em projetos culturais, principalmente os custeados com verba pública.

  • Tempo de duração: 1 hora.

Workshops: Abordam os tópicos da mecânica e técnica desenvolvidos para este projeto, como criação das artes, aplicação braile e texturas, digitalização, impressão tridimensional, aplicação e fixação, pintura.

Físico: Voltado a artistas com intuito de replicar a técnica de aplicação do braile nos muros e assim ampliar a confecção de muros táteis, bem como o acesso a esta técnica.

  • Este workshop será imprescindível para que os efeitos do Graffiti #pracegover seja ampliado e replicado em todo o mundo.
  • Tempo de Workshop: 18 horas.
  • Tempo de vídeo disponibilizado: 90 minutos.

Online: Transmissão e gravação do processo de planejamento e execução com depoimento dos artistas e dos deficientes visuais visitantes.

  • Tempo de duração: 90 minutos.
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Rafael F. Carpi
Rafael F. Carpi

Jornalista, editor nas iniciativas Jornalista Inclusivo e PCD Dataverso. Formado em Comunicação Social em 2006, foi repórter, assessor de imprensa, executivo de contas e fotógrafo. É consultor em acessibilidade e inclusão, ativista dedicado aos direitos da pessoa com deficiência e redator na equipe Dando Flor.

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