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Colibri: Mouse de cabeça permite controlar celular, tablet e computador sem usar as mãos

Imagem do Colibri, mouse de cabeça da startup TiX. Dispositivo amarelo acoplado na perna de um óculos roxo.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Arte com sobreposição dos logotipos da startup TiX, no canto esquerdo superior e do Colibri, no inferior. No centro está foto do mouse de cabeça, um dispositivo amarelo, retangular, preso com uma presilha na perna direita de óculos roxo. No canto direto inferior, sobreposição dos símbolos de bluetooth e sinal de wi-fi. Créditos: Edição JI

Utilize os recursos de Acessibilidade Digital da EqualWeb clicando no botão redondo flutuante, na lateral esquerda. Para a tradução em Libras, acione a Maya, tradutora virtual da Hand Talk , no ícone quadrado à direita. Para ouvir o texto com Audima utilize o player de narração abaixo.

Equipamento de tecnologia assistiva garante autonomia digital sem fios para pessoas com deficiência

Em vídeo que viralizou no WhatsApp, o CEO e fundador da startup TiX mostra como o mouse de cabeça Colibri capta movimentos para controlar o mouse com precisão

Recentemente circulou no Instagram e em grupos de WhatsApp, o vídeo de uma pessoa usando um óculos colorido e controlando o celular com movimentos da cabeça. O autor do post que viralizou é o Adriano Rabelo Assis, CEO e fundador da startup TiX – Tecnologia Assistiva sediada em Belo Horizonte (MG).

Com evolução de tecnologias assistivas para pessoas com deficiência, um mouse de cabeça para controlar dispositivos eletrônicos é grande aliado da acessibilidade digital, em sites e aplicativos, como complemento tecnológico fácil de adquirir e utilizar no dia a dia. 

Descrição da imagem #PraCegoVer: Duas fotografias, lado a lado. À esquerda, com plano de fundo rosa e sobreposição dos logos TiX e Colobri. Na foto está o dispositivo Colibri, na cor rosa, acoplado em óculos na mesma cor. À direita, dispositivo na cor azul, acoplado em óculos na cor cinza. Créditos: Edição JI

“Pensando nesse público, a TiX foi criada para proporcionar acesso a uma tecnologia de ponta, sem impactar o orçamento familiar”, segundo Adriano Assis. Movida por este propósito, a startup mineira criou uma solução que está revolucionando o mercado: o mouse de cabeça Colibri.

O Colibri é um dispositivo sem fios para que pessoas com pouca mobilidade, que não podem usar as mãos, controlem celulares, tablets e computadores apenas com movimentos da cabeça e o piscar dos olhos.

Assista ao vídeo do Adriano que viralizou:

Inicialmente, segundo o próprio site da TiX, o Colibri nasceu para atender às necessidades do Mikael, que tem artrogripose – condição congênita caracterizada pela falta de movimentos do bebê ainda no útero, que acomete articulações e músculos, limitando os movimentos. Por isso, aprendeu a usar o celular com a boca para jogar games, o que é incômodo e pouco funcional.

Como não havia um produto que atendesse o Mikael, a TiX desenvolveu um protótipo do mouse especialmente para que ele tivesse autonomia. O garoto passou a ser o “piloto de testes” do novo equipamento. “A primeira tentativa já foi um sucesso, como você pode ver neste vídeo do Mikael usando o celular antes e depois do primeiro protótipo”, diz outro post.

Depois de mais alguma versões, o Colibri chegou ao seu formato atual e é indicado para pessoas com tetraplegia, paralisia cerebral, dificuldades com o uso das mãos ou que tenham sofrido acidente vascular cerebral (AVC).

O Colibri capta movimentos intuitivos da cabeça para controlar o ponteiro do mouse com precisão. Além de prático, o mouse de cabeça é leve, sem fios, tem bateria recarregável e não precisa instalar nada no computador ou celular, é só parear com o bluetooth e começar a usar.

No canal da TiX no YouTube, entre os vídeos de produtos da startup, a playlist ‘Colibri, mouse de cabeça sem fios’ , apresenta uma série de vídeos mostrando as funcionalidades do equipamento.

Foto do mouse de cabeça Colibri, da startup TiX, e das armações de óculos que acompanha o dispositivo em diversas opções de cores.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Fotografia colorida, com sobreposição dos logotipos da TiX e Colibri, respectivamente nos cantos esquerdo inferior e direito superior, da imagem. Sobre superfície escura, a foto mostra oito armações de óculos e oito dispositivos, nas cores: branco, azul, verde, amarelo, rosa, roxo, cinza e preto. Créditos: Divulgação/Editado

O usuário ainda pode escolhera cor do dispositivo e do óculos que o acompanha. São várias cores, possibilitando dezenas de combinações. Ou se preferir, ele também pode ser acoplado a qualquer armação de óculos convencionais.

Para quem quiser investir na solução, que garante autonomia e acessibilidade para pessoas com deficiência, a TiX desenvolveu dois planos de assinatura para contratação ou aquisição do Colibri. Contribuindo com a inclusão digital, os planos seguem uma tendência comum do mercado, como acontece com aparelhos auditivos e outros.

Além do Colibri, a startup também criou o TiX –Teclado Inteligente Multifuncional; o Expressia –app de Comunicação Alternativa facilitada para pessoas não verbais; o TelepatiX – para comunicação próxima; e o a-blinX – acionador que capta o piscar dos olhos.

Descrição da imagem #PraCegoVer: Duas fotografias, lado a lado, com plano de fundo branco. À esquerda, com sobreposição dos logos TiX e Colobri, a fotografia dos dispositivos em diversas cores. À direita, com sobreposição dos logos TiX e Colobri, a fotografia das armações dos óculos em opções de cores. Créditos: Edição JI

NOTA DO EDITOR

Nos próximos dias, vamos publicar aqui no Jornalista Inclusivo um review utilizando o Colibri. Até lá, para obter mais informações e valores, acesse o site da TiX e conheça também as outras soluções da startup. (Confira a lista de *links úteis no final desta matéria).

SOBRE A TIX

Inovando em acessibilidade digital, a startup brasileira TiX Tecnologia Assistiva – também nos EUA como Key2enable , amplia o potencial da pessoa com deficiência através da acessibilidade e por entender o ser humano acima da tecnologia.

Fundada em 2009 como Geraes e rebatizada em 2019 como TiX, a startup de Belo Horizonte (MG) tinha o objetivo de levar ao mercado uma solução em acessibilidade para pessoas com deficiência visual no transporte público: o Sistema DPS2000 , que permite ao passageiro com deficiência visual, solicitar embarque autonomamente na linha de ônibus desejada, através de um transmissor de radiofrequência portátil.

Em 2015, os fundadores lançaram no mercado o que se tornaria o mais inovador produto assistivo já criado no Brasil: o Teclado Inteligente Multifuncional TiX . O produto deu origem a um conjunto de acessórios e aplicativos para acessibilidade digital, comunicação, inclusão escolar e reabilitação de pessoas com deficiência.

Criança com paralisia cerebral, em cadeira de rodas, utilizando o teclado inteligente multifuncional da startup TiX.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Fotografia colorida, em ambiente interno, da Marina, que tem paralisia cerebral. Jovem de pele branca, cabelos pretos amarrados atrás da cabeça e cadeirante. Está sentada à mesa na sala de aula. À sua frente está o Teclado Inteligente Multifuncional TiX, conectado a um laotop. Com a ferramenta, apresentou o Trabalho de Conclusão de Curso na FATEC. Créditos: Reprodução/TiX.life

Segundo publicação de 2019 do site Draft , ainda com o nome Geraes, emplacou no ranking 100 Startups to Watch, da PEGN. Na sequência ficou em segundo lugar (entre 600 candidatos) no Programa FedEx para Pequenas Empresas, levando R$ 40 mil e acesso a mentorias. Já como TiX participou do Sebrae Like a Boss, no Startup Summit, em Florianópolis, garantindo lugar na final em Macau, na China.

Em 2019, a startup também ficou em segundo lugar na Amcham Arena (competição promovida pela Câmara de Comércio dos EUA, em Belo Horizonte) e foi eleita a startup mais inovadora da América Latina pelo Innovation Awards Latam , liderando uma lista de 100 empresas.

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RFerraz Carpi

RFerraz Carpi

RFerraz Carpi – Editor (MTB: 0089466/SP) e fundador do Jornalista Inclusivo. Formado em Comunicação Social (2006), responsável pelo conteúdo, edição e publicações. Autor do projeto Jornalista Inclusivo (JI) nas redes sociais e na Web, foi repórter em jornais impressos e rádio AM, fotógrafo em navios internacionais de cruzeiro e assessor de imprensa. É ativista social, criador de conteúdo digital acessível e redator web.

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