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Especial Tóquio 2020: Fotógrafo com baixa visão cobrirá os Jogos Paralímpicos

Imagem de capa para o “Fotógrafo com baixa visão cobrirá os Jogos Paralímpicos”. Na fotografia está João Maia, homem de pele negra, cabelos curtos pretos, segurando uma bengala.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem de capa para o “Fotógrafo com baixa visão cobrirá os Jogos Paralímpicos”. Sobreposto à imagem está o logo, em inglês, “Tokyo 2020 – Paralympic Games”. No rodapé a #RumoATóquio. Na fotografia está João Maia, homem de pele negra, cabelos curtos pretos, segurando uma bengala. Ele está sorrindo, usa calça jeans, camiseta preta com logo e nome, na cor amarela, da Fundação Dorina Nowill para Cegos e blazer marrom. Créditos: Divulgação/Editado

Utilize os recursos de Acessibilidade Digital da EqualWeb clicando no botão redondo flutuante, na lateral esquerda. Para a tradução em Libras, acione a Maya, tradutora virtual da Hand Talk , no ícone quadrado à direita. Para ouvir o texto com Audima utilize o player de narração abaixo.

Embaixador da Fundação Dorina para os Jogos de Tóquio, João Maia mostrará ainda a acessibilidade e cultura local

Depois da Rio 2016 – um marco na carreira de João Maia, o fotógrafo com baixa visão cobrirá os Jogos Paralímpicos de Tóquio, utilizando sua sensibilidade, sentidos e experiência

Com uma história incrível de resiliência, o fotógrafo João Maia, que tem baixa visão, é  embaixador institucional da Fundação Dorina Nowill para Cegos, para os Jogos Paralímpicos de Tóquio. Ele desembarca no Japão, no dia 19 de agosto, para mostrar a cultura, acessibilidade e os bastidores da competição.

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Piauiense de Bom Jesus, João Maia vai fotografar, gravar vídeos e stories para as redes sociais da Fundação Dorina (links no final do texto). As competições Paralímpicas e os bastidores dos jogos serão os principais conteúdos publicados por ele.

Segundo a assessoria de imprensa, João, que foi atleta de arremesso de peso e lançamento de dardo e disco por sete anos, também vai mostrar outros temas, como a cultura japonesa – uma curiosidade para muitos ocidentais. Outro assunto que estará em pauta é a acessibilidade para pessoas cegas ou com baixa visão no Japão.

Além de mostrar a viagem e produzir conteúdo, a iniciativa tem o objetivo de dar visibilidade e pautar a sociedade sobre temas relacionados às pessoas com deficiência visual. O próprio João Maia precisa lidar com os desafios da falta de acessibilidade, e carrega uma trajetória de realizações e resiliência. Após perder a visão, já adulto, realizou o sonho de se tornar fotógrafo.

Fotografia do João Maia, com descrição detalhada na legenda abaixo:
Descrição da imagem #PraCegoVer: Fotografia em área interna, mostrando o profissional João Maia. Ele segura uma máquina, com a mão direita, usa camisa branca com listras vermelhas e está sorrindo. Ao fundo há um vitral e um grande painel com pintura surrealista. Créditos: Reprodução/Site Fotografia Cega

“Minha visão é como uma fotografia desfocada, borrada. Assim vejo o mundo, mas a minha paixão é tão grande pela fotografia que me tornei fotógrafo. Minha vida é um grande quadro de aquarela e vou pintando esse quadro com os meus clicks”, diz a biografia do profissional.

O trabalho da Fundação Dorina vai além de promover a inclusão de pessoas cegas ou com baixa visão. Além de oferecer atendimento personalizado, de acordo com as necessidades individuais, a instituição procura inspirar a todos com os aprendizados de Dorina de Gouvêa Nowill, que batalhou pelo direito à acessibilidade aliado à realização de sonhos e projetos de cada um.

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“Ter o João como embaixador institucional e representante nos Jogos Paralímpicos é comemorar também o trabalho realizado pela Fundação Dorina com o objetivo de promover a autonomia de pessoas cegas e com baixa visão”, comenta Francisco H. Della Manna, Presidente do Conselho de Curadores da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

Fotografia de três atletas correndo, registrada por João Maia.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Fotografia feita por João, em área externa, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. A imagem registrada em 2018 mostra três paratletas disputando uma corrida no circuito do CT. Créditos: João Maia

“Desde a perda da minha visão, enfrentei uma longa jornada até aqui. E, a Fundação Dorina surgiu para me mostrar que existiam muitas possibilidades para a minha história. Por lá, conheci e utilizei os serviços de habilitação e reabilitação, e com o tempo adquiri mais autonomia. Hoje, sou um fotógrafo, mesmo com a ausência de um sentido que eu acreditava ser essencial para exercer essa profissão”, conta João Maia, embaixador institucional da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

SOBRE JOÃO MAIA

João Batista Maia da Silva perdeu a visão aos 28 anos, devido a uma uveíte bilateral. E foi na Fundação Dorina, que encontrou apoio para conviver com a nova realidade, com tratamento gratuito adequado.

A perseverança no sonho de ser fotógrafo foi além do imaginado. Em 2016, o profissional conseguiu atingir um grande marco para a sua carreira, com a cobertura dos Jogos Paralímpicos, no Rio de Janeiro. As imagens feitas por ele mostram diversas competições de corrida de atletismo sobre rodas, ciclismo, judô, futebol, natação, entre outros.

Fotografia do João Maia sorrindo. Ele usa calça jeans, camiseta preta com logo e nome, na cor amarela, da Fundação Dorina Nowill para Cegos e blazer marrom.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Fotografia do João Maia sorrindo. Ele usa calça jeans, camiseta preta com logo e nome, na cor amarela, da Fundação Dorina Nowill para Cegos e blazer marrom. Créditos: Divulgação/Editado

“Naquele momento, eu não me considerei um herói por ser um fotografo com baixa visão, mas pude ter certeza da minha competência como um profissional qualificado e capaz. Não tenho dúvidas que cobrir os Jogos Paralímpicos, no Rio de Janeiro, foi um grande momento na minha vida. E, como diz o poeta Augusto Branco, a realização de todo feito extraordinário consiste em ter um sonho e acreditar nele”, conta João Maia, embaixador institucional da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

Para capturar as imagens, além da percepção de vultos e cores, João utiliza os sentidos: “Mesmo com as minhas limitações visuais, consigo capturar as emoções de cada click que faço. Sou fotógrafo e a minha fotografia é cega, pois uso a minha sensibilidade, os meus sentidos: audição, tato, olfato e minha baixa visão para construir minhas imagens”.

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Rafael Ferraz Carpi

Rafael Ferraz Carpi

Rafael Ferraz Carpi - Founder & Publisher (MTB: 0089466/SP). Jornalista formado em Comunicação Social (2006), Rafael assina como Editor responsável pelo conteúdo, edição geral e publicações. Autor do projeto Jornalista Inclusivo (JI) nas redes sociais e na Web, foi repórter em jornais impressos e em rádio AM, fotógrafo em navios internacionais de cruzeiro e assessor de imprensa. Ativista social, é criador de conteúdo digital acessível, redator web, e estrategista de marketing digital em mídias sociais.

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