fbpx

Federação Down investe em Advocacy: Projeto de impacto social

Imagem para artigo Federação Down investe em Advocacy: Projeto de impacto social
Descrição da imagem #PraCegoVer: Ilustra o artigo Federação Down investe em Advocacy: Projeto de impacto social a fotografia com duas crianças e uma mulher, todos utilizando um notebook branco. A mulher tem pele branca e cabelos curtos avermelhados, e está atrás do casal de crianças. A menina é negra de pele perda, com cabelos crespos. O garoto é negro de pele mais clara, cabelos raspados e tem Síndrome de Down. No canto direito superior da imagem está o logo FBASD – Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down. Créditos: Shutterstock

Confira as principais ações e metas em defesa dos direitos da pessoa com deficiencia intelectual

Para impedir retrocessos, mais inclusão e qualidade de vida, a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down investe em projeto com metas e propostas em áreas como da Educação, Saúde e Empregabilidade. Confira:

Em defesa dos direitos da pessoa com deficiência intelectual e por garantias de inclusão nos diversos setores sociais, a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD) investe em novo projeto de Advocacy . Trata-se de um mecanismo de estratégias capazes de influenciar políticas públicas, promover mudanças estruturais, políticas, sistêmicas e comportamentais.

Com a missão e o comprometimento de evitar o retrocesso de conquistas, além de buscar novos avanços, a FBASD contratou empresa especializada no serviço, bastante utilizado no setor de impacto social, por exemplo. Segundo nota à imprensa, a Impacta Advocacy inicialmente vai mapear o cenário nacional e elaborar, então, um plano estratégico.

Anunciado nesse início de 2021, o novo projeto da entidade tem metas e planos de ação para avanços em áreas essenciais à vida, como Educação, Saúde e Empregabilidade de pessoas com deficiência intelectual, “uma vez que persistem muitos desafios para a garantia de uma vida melhor para as pessoas com Down”, de acordo a assessoria de imprensa.

Seguindo preceitos do Advocacy, entre as ações anunciadas com foco na qualidade de vida dessa população, está a criação de um centro de referência em pesquisa e política pública sobre Síndrome de Down para apoio técnico e cooperação com o poder público.

Imagem para artigo Federação Down investe em Advocacy: Projeto de impacto social
Descrição da imagem #PraCegoVer: Fotografia em área externa com gramado, arvores em segundo e uma criança com síndrome de Down e uma mulher. A criança é branca com cabelos castanhos, está sorrindo e “brincando de cavalinho”, nas costas da mulher. Usa camiseta regata rosa e calça estampada. A mulher é branca, tem cabelos castanhos longos e usa uma regata verde. Ela está sorrindo, com as mãos para trás, segurando as pernas das crianças. Créditos: Shutterstock

Federação Down investe em Advocacy em um momento crítico

Em 30 de setembro de 2020, o governo federal lançou a nova Política Nacional de Educação Especial, a PNEE 2020. Instituída pelo Decreto Nº 10.502 , ela vem com a justificativa de ampliar o atendimento a estudantes brasileiros com deficiência, transtorno do espectro autista ou superdotação no sistema de ensino.

Alvo de críticas das principais Instituições, autoridades, pesquisadores e profissionais da Educação Inclusiva, a PNEE 2020 estimula o ensino especializado através da segregação. É o que explica o presidente da FBASD, Antonio Carlos Sestaro:

“PROPOR A SEPARAÇÃO DOS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA É UM RETROCESSO DE ESFORÇOS DE DÉCADAS”

Fundada há 26 anos, a FBASD cumpre papel fundamental na luta pelos direitos das pessoas que nascem com síndrome de Down. Sua atuação é norteada pela inclusão na sociedade, em linha com as principais recomendações de especialistas e órgãos mundiais. Esse é um princípio da Convenção Internacional da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada pelo Brasil com força constitucional, além da própria LBI – Lei Brasileira de Inclusão (Lei Nº 13.146/2015), sempre citada aqui no Jornalista Inclusivo.

Banner da Federação Down
Descrição da imagem #PraCegoVer: Ilustração sobre diversidade com o texto: Precisamos construir pontes e não muros. Diga sim para a #EducaçãoInclusiva. No lado direito superior o logo FBASD – Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down. Abaixo a ilustração com diversas pessoas, jovens e adultos, brancas e negras, com e sem deficiência. Créditos: Reprodução/federacaodown.org.br

O projeto em ação: Quantos são?

O desenvolvimento do plano teve início com entrevistas aprofundadas de lideranças das associações ligadas à FBASD, entidades internacionais que atuam na defesa dos direitos de pessoas com deficiência e outras entidades no Brasil. Também foram consultados formadores de opinião, o Ministério Público Federal (MPF) e representantes da gestão pública que atuam na temática da pessoa com deficiência e educação.

Por meio das interações, ficaram claros alguns pontos importantes para o aprimoramento da inclusão das pessoas com Síndrome de Down no país. Um deles é a necessidade de quantificação dessa população. O Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apenas apresenta a população com deficiência intelectual, mas sem especificar o tipo de deficiência.

A estimativa, no entanto, quanto a síndrome de Down, é de que haja aproximadamente 300 mil pessoas em todo o território nacional:

“Faltam dados acurados, indispensáveis para o embasamento de políticas públicas. Esperamos que no próximo Censo, programado para 2021, ocorra uma identificação clara dessa parcela de habitantes”, comenta Daniela Castro, diretora executiva da Impacta Advocacy. Para isso, a devem iniciar o registro da síndrome de Down no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), bem como a identificação da condição específica nos cadastros relativos ao Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Criança com Síndrome de Dowb
Descrição da imagem #PraCegoVer: Criança com síndrome de Down, em consulta médica. A criança tem pele branca e cabelos loiros, na altura dos ombros. Está com parte da camiseta levantada enquanto uma pessoa de roupa branca faz a ausculta com estetoscópio. Créditos: Shutterstock

Saúde pública especializada para 100%

Outra necessidade detectada foi a de um sistema de saúde adequado. O novo plano de Advocacy da FBASD tem a meta de atender 100% desta população com base nas Diretrizes de Atenção à Pessoa com Síndrome de Down, introduzidas pelo Ministério da Saúde em 2013. Com o objetivo de que toda instituição de saúde no país trabalhe com informações práticas – mas da melhor forma, as diretrizes serão transformadas em matéria obrigatória nos concursos para profissionais de Saúde, disponibilizando cursos de capacitação (presencial ou à distância) nas 27 unidades federativas.

Mercado de trabalho: Inclusão de 100 mil até 2025

A empregabilidade, aspecto fundamental nas discussões sobre direitos das pessoas com deficiência, também é uma vertente do projeto. O objetivo da FBASD é a inclusão de mais 100 mil pessoas com deficiência intelectual no mercado de trabalho até 2025. Para isso, a proposta é criar mecanismos de estímulo ao aumento do número de empresas com mais de 100 funcionários cumprindo a Lei de Cotas – uma conquista que faz toda diferença na vida de todas as pessoas.

Ainda sobre o Mercado de Trabalho PcD, esse projeto sem precedentes na comunidade Down, está a aprovação de uma legislação sobre o Emprego Apoiado (EA) – metodologia utilizada em diversos países em prol da inserção de pessoas com deficiência intelectual em ocupações formais, eventualmente com o apoio de consultores e tecnologias assistivas. O EA é objeto de um Projeto de Lei (PL Nº 2.190/2019) em tramitação no Congresso Nacional.

Homem com deficiência intelectual
Descrição da imagem #PraCegoVer: Jovem adulto com síndrome de Down, sentado à mesa, escrevendo em caderno. Tem pele branca e cabelos curtos castanhos. Está de camiseta listrada, branca e vermelha, e tem alguns livros e cadernos dobre a mesa. Atrás tem um móvel com um pequeno vaso com planta, e uma porta. Créditos: Shutterstock

Escola Especial NÃO é Inclusiva

A meta de educação do plano é garantir que todas as crianças e jovens com deficiência estejam matriculados em escolas comuns da rede regular de ensino, recebendo educação de qualidade, até 2025. Hoje, segundo pesquisas, quase 90% dos estudantes com deficiência ou transtornos do desenvolvimento estudam em escolas regulares no Brasil, de acordo com a nota sobre o novo projeto da FBASD.

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEEPEI ), promulgada em 2008, muito contribuiu para esse índice, ao deixar clara a perspectiva da política de inclusão nas escolas:

“É por isso que causa surpresa a nova PNEEPEI, com o estímulo à segregação. A grande procura pelo ensino regular, somada ao fato de que os serviços especializados jamais estiveram proibidos no país, mostra um aval à educação inclusiva”, afirma Antonio Carlos Sestaro. “O convívio numa escola comum é enriquecedor para todas as pessoas, com deficiência ou não”, sentencia o presidente da FBASD.

Sobre a Impacta Advocacy

A Impacta Advocacy deseja contribuir com relações sociais mais justas por meio do Advocacy, que é um conjunto de estratégias para realizar mudanças políticas, comportamentais ou sistêmicas.

Nota em favor da Educação Inclusiva

A educação inclusiva é um direito assegurado a todas as crianças e adolescentes no Brasil, por força da Constituição Federal, de normas nacionais e de tratados de direitos humanos com os quais o país se comprometeu na esfera internacional. Termine de ler este artigo no site da FBASD .

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no tumblr
Compartilhar no telegram
Compartilhar no reddit
Compartilhar no email
Rafael Ferraz Carpi

Rafael Ferraz Carpi

Rafael Ferraz Carpi - Founder & Publisher (MTB: 0089466/SP). Jornalista formado em Comunicação Social (2006), Rafael assina como Editor responsável pelo conteúdo, edição geral e publicações. Autor do projeto Jornalista Inclusivo (JI), foi repórter em jornais impressos e em rádio AM, fotógrafo em navios internacionais de cruzeiro e assessor de imprensa. Ativista social, é criador de conteúdo digital acessível, redator web, e marketing digital em mídias sociais.

Todos os posts

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site usa Cookies

Utilizamos ferramentas e serviços de terceiros que utilizam cookies. Essas ferramentas nos ajudam a oferecer uma melhor experiência de navegação no site. 

Ao clicar no botão “Aceitar” ou continuar a visualizar nosso site, você concorda com o uso de cookies e nossa Política de Privacidade.