Assexybilidade: As pessoas com deficiência e o sexo sem tabu

Cena do documentário Assexybilidade. Imagem em close de duas pessoas se beijando. No rodapé, os nomes de empresas envolvidas na produção e distribuição.
Segundo longa-metragem dirigido por Daniel Gonçalves, Assexybilidade revela as vivências e histórias reais sobre a sexualidade de pessoas com deficiência. (Imagem: YouTube. Créditos: Edição de imagem)

Dessa vez atuando em seu documentário, o autor de “Meu nome é Daniel” desmistifica tabus e rompe com a invisibilidade do grupo na sociedade, abordando o tema de forma corajosa e impactante.

“Assexybilidade” é o segundo documentário dirigido por Daniel Gonçalves, que busca desmitificar o tabu da sexualidade de pessoas com deficiência, trazendo à tona a pluralidade de experiências e vivências de cada um, abordando desde flertes e beijos até masturbação e capacitismo.

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    Boa leitura!

    Pessoas com deficiência e o sexo sem tabu

    Daniel Gonçalves, diretor, produtor e roteirista desse longa tem uma deficiência de origem desconhecida que afeta sua coordenação motora, o que o torna ainda mais conectado com o tema abordado. Inclusive, o processo de realização do filme contou com a participação de pessoas com deficiência em sua equipe, reforçando a proposta inclusiva do projeto.

    Adotando uma abordagem inclusiva para discutir esses temas sensíveis e importantes, o filme busca aumentar a conscientização e a compreensão sobre as questões enfrentadas pelas pessoas com deficiência em relação à sexualidade. Este novo trabalho do Daniel é uma continuação do seu compromisso em desafiar as percepções comuns e fomentar uma discussão mais aberta e empática sobre o sexo e a deficiência.

    Assista ao Making Of de Assexybilidade

    O roteiro passou por vários laboratórios de desenvolvimento, nacionais e internacionais, como o Visões Lab 2018, Festival Visões Periféricas, e o Doc Brasil Meeting, onde venceu o prêmio Nuevas Miradas. “Assexybilidade” é uma produção SeuFilme e TvZero, em coprodução com a Globo Filmes, GloboNews e RioFilme, com investimentos do BRDE, FSA e ANCINE.

    O filme está em fase de finalização e tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2023, com distribuição nacional da Olhar e vendas internacionais da The Open Reel.

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    A vivência de cada pessoa

    “Assexybilidade” chega para mostrar a sexualidade dessas pessoas e desconstruir a ideia preconceituosa de que elas não sentem desejo como todas as pessoas. O documentário é uma oportunidade de conhecer a realidade vivida pelo público PCD, que muitas vezes é ignorada pela sociedade capacitista.

    É como o destaca a sinopse:

    “A maior força do documentário é precisamente ouvir das pessoas com deficiência coisas que a sociedade não espera que elas digam e façam. Queremos mudar a ideia de que são seres assexuados, angelicais, especiais e, até mesmo, desprovidos de desejos. Nós fodemos e fodemos bem, dizem por aí.”

    Reconhecimento em festivais

    O primeiro documentário de Daniel Gonçalves, Meu Nome é Daniel (2018), foi exibido em mais de 20 festivais e recebeu prêmios na Mostra de Cinema de Gostoso, na Mostra de Cinema de Tiradentes, no Festival de Cartagena e no Los Angeles Brazilian Film Festival.

    “Assexybilidade”, por sua vez, já conquistou prêmios em festivais nacionais e internacionais, como o prêmio de Melhor Projeto no Visões Lab 2018 e o prêmio Nuevas Miradas no Doc Brasil Meeting, em 2021.

    Desconstruindo tabus

    “Assexybilidade” é uma obra importante e necessária para desconstruir tabus e preconceitos em torno da sexualidade de pessoas com deficiência. O filme é uma oportunidade de ouvir histórias e experiências, sem julgamentos ou preconceitos.

    Com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2023, o documentário promete trazer à tona a pluralidade de experiências e vivências de cada um, mostrando que a sexualidade não tem limites e pode ser vivida plenamente por todas as pessoas, independentemente de suas características.

    Imagem dos bastidores da gravação com Daniel e abraçado à sua companheira. Eles estão sorrindo. No canto direito inferior, sobreposição do nome do documentário Assexybilidade.
    Descrição da imagem #PraGeralVer: Imagem dos bastidores da gravação com o casal Daniel Gonçalves e Dani Helena Nascimento. Eles estão abraçados e sorrindo. No canto direito inferior, sobreposição do nome Assexybilidade. (Imagem: YouTube. Créditos: Edição de imagem)

    Sobre o diretor

    Formado em jornalismo pela PUC-Rio e pós-graduado em Cinema Documentário pela Fundação Getúlio Vargas, Daniel Gonçalves tem uma deficiência de origem desconhecida que afeta sua coordenação motora. Trabalhou na TV Globo e hoje é sócio da produtora SeuFilme. Dirigiu os curtas-metragens Tem Bala Aí? (2008); Luz Guia (2012); Como Seria? (2014); e Pela Estrada Afora (2015). Meu Nome é Daniel, seu primeiro longa-metragem, foi exibido em mais de 20 festivais, como IDFA, Festival do Rio, Mostra de São Paulo, Festival de Sydney, Festival de Cartagena e Mostra de Tiradentes. Assexybilidade, segundo longa de Daniel, tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2023.

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    Sobre a SeuFilme

    A produtora SeuFilme já produziu diversos projetos audiovisuais, incluindo o documentário “Luz Guia”, exibido em festivais internacionais de cinema, e programas para os canais Viva e Futura. Além disso, o curta-metragem “Como Seria?” ganhou prêmios em festivais de cinema. O primeiro longa-metragem produzido pela SeuFilme, intitulado “Meu nome é Daniel”, também recebeu prêmios em diversos festivais e foi lançado em circuito em 2019. Atualmente, a produtora está trabalhando em seu segundo longa, “Assexybilidade”, em parceria com a TvZero, Globo Filmes, GloboNews e RioFilme, com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2023.

    Sobre a TvZero

    A TvZero é uma produtora de conteúdo audiovisual que busca contar histórias relevantes e de qualidade técnica, valorizando um ambiente de trabalho comprometido com o bem-estar dos colaboradores. Em 30 anos de atividade, produziu 30 longas-metragens, incluindo sucessos como “Benzinho” e “Gabriel e a Montanha”, além de séries documentais e programas para canais de televisão. Com mais de 2,7 milhões de espectadores no Brasil e exibições em mais de 200 festivais, seus trabalhos acumulam diversos prêmios. A produtora ainda possui uma carteira ampla de projetos em desenvolvimento e em produção.

    Globo Filmes e  GloboNews: Coprodução

    A Globo Filmes e a GloboNews se uniram em uma coprodução de mais de 100 documentários que abordam temas relevantes para a sociedade brasileira, alcançando mais de 15 milhões de espectadores em festivais nacionais e internacionais, como Cannes e IDFA, e recebendo prêmios em Veneza, Berlinale e É Tudo Verdade. Entre os destaques estão “Sinfonia de um homem comum”, “Marinheiro das Montanhas”, “Espero tua (Re)volta”, “Menino 23”, “Babenco – Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou”, “Libelu — Abaixo a Ditadura” e “Cine Marrocos”.

    RioFilme: Coprodução

    Fundada em 1992 para apoiar a produção e distribuição de cinema na cidade do Rio de Janeiro, a RioFilme é uma empresa pública municipal que tem como missão promover o desenvolvimento da indústria audiovisual carioca, levando em conta seus impactos econômicos e sociais na cidade. Entre suas atividades estão a democratização do acesso às salas de cinema e a expansão do parque exibidor, o fomento às atividades da cadeia produtiva do setor, a formação de público e o suporte a produtores do Brasil e do mundo que querem filmar no Rio de Janeiro.

    Olhar Distribuição

    A Olhar Distribuição é uma empresa que busca mostrar a diversidade de experiências e culturas através da distribuição de filmes com universos próprios, repletos de cores, texturas e dilemas singulares. Seu objetivo é levar esses filmes para outros olhares, com realidades distintas, a fim de sensibilizar e provocar reflexões sobre a contemporaneidade e a multiplicidade de narrativas. Alguns dos filmes distribuídos pela Olhar incluem “Meu Corpo é Político”, “Ferrugem”, “Rafiki” e “Alice Júnior”.

    Rafael F. Carpi
    Rafael F. Carpi

    Jornalista, editor nas iniciativas Jornalista Inclusivo e PCD Dataverso. Formado em Comunicação Social em 2006, foi repórter, assessor de imprensa, executivo de contas e fotógrafo. É consultor em acessibilidade e inclusão, ativista dedicado aos direitos da pessoa com deficiência e redator na equipe Dando Flor.

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