Aleitamento materno reduz em 13% a mortalidade infantil

Mulher negra vestida de dourado com seu bebê no colo, envoltos em lençóis da mesma cor, ilustrando a campanha Agosto Dourado, que incentiva o aleitamento materno.
Campanha Agosto Dourado incentiva o aleitamento materno que também diminui o risco de doenças como colesterol alto, diabetes, hipertensão e obesidade na vida adulta. (Imagem: Gerada por IA/Midjourney)

Agosto Dourado 2023: “Possibilitando a amamentação: Fazendo a diferença para mães e pais trabalhadores”.

O aumento das taxas de amamentação exclusiva, até o sexto mês de idade, salvam seis milhões de vidas ao ano , de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Neste artigo

Boa leitura!

Redução de mortalidade infantil e de doenças

O leite materno permite que os bebês se desenvolvam com mais saúde, reduzindo em 13% a mortalidade  em crianças menores de cinco anos, além de diminuir o risco de doenças como colesterol alto, diabetes, hipertensão e obesidade na vida adulta, conforme o Ministério da Saúde.

Considerado um país modelo no aleitamento materno, o Brasil tem mais da metade (53%) das crianças amamentadas ao longo do primeiro ano de vida. Já entre os menores de seis meses o índice é de 45,7% e os menores de quatro meses, 60%. Os dados são do último Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), do Ministério da Saúde.

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Entenda a importância do aleitamento materno

Segundo a pediatra Luisa Sanches, do Eco Medical Center em Curitiba, o leite materno possui anticorpos que protegem o bebê contra uma série de doenças. “Diarréia, infecções respiratórias e alergias. Além disso, auxilia no desenvolvimento da face, fala e respiração”.

A especialista lembra que as mães também são beneficiadas. “Redução no risco de câncer de mama e do diabetes tipo 2, além de fortalecer o vínculo entre mãe e filho, diminuir o sangramento no pós-parto, acelerar na perda de peso e proteger contra doenças cardiovasculares e osteoporose”, ressalta.

A nutricionista Sarina Giongo Antoniassi, mestre em alimentação e nutrição, que também atende no Eco Medical Center, conta que o aleitamento é uma fase de cuidado e afeto.

“O leite possui todos os nutrientes e anticorpos necessários, suprindo totalmente a demanda do bebê, inclusive a hidratação. Outro benefício é que ele não precisa ser comprado, ajudando no rendimento financeiro da família, e nem manipulado, reduzindo riscos de contaminação”.

Em 34 anos, o Ministério da Saúde registrou aumento de quase 13 vezes no índice de amamentação exclusiva em crianças menores de 4 meses e aproximadamente 16 vezes em crianças menores de seis meses.

Valor nutricional na medida certa

O leite materno é o alimento mais completo para os primeiros meses de vida, rico em proteínas, vitaminas, gordura, água e os demais nutrientes e cumpre sua missão independente da dieta adotada pela mãe.

“Estudos confirmam que toda mãe produzirá o leite adequado e nutritivo para o desenvolvimento do filho, uma dieta inadequada trará mais prejuízos para a mãe do que para o bebê. A restrição na alimentação materna acontece apenas em casos de alergia e é necessário ter cautela quando falamos em produtos com cafeína e bebidas alcóolicas”, ressalta a pediatra.

A indicação é que os bebês sejam alimentados exclusivamente com leite materno até os seis meses, devendo continuar até o segundo ano de vida ou mais. Segundo Sarina, são sinais de que o bebê já pode começar a introdução alimentar “ter mais de seis meses, conseguir ficar sentado sem apoio ou com pouco apoio, sustentar a cabeça e o tronco, apresentar interesse pelos alimentos e conseguir os levar à boca, além da redução do reflexo de protrusão da língua”.

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Quando e por que buscar orientação?

De acordo com a pediatra Luisa, mães que não produzem leite precisam buscar a orientação de um especialista. “É essencial manter a calma e buscar apoio do pediatra e de uma consultora de amamentação, caso todas as tentativas sejam falhas, existem fórmulas infantis no mercado para suprir a demanda do bebê”, afirma Luisa.

Esse foi o caso da advogada Marcela Pastuch Fava Borges, mãe de uma bebê de 38 dias. Ela conta que nos primeiros cinco dias teve muita dificuldade para amamentar e precisou do auxílio de uma especialista.

“Não foi fácil para mim, não acertei a pega correta e minha bebê chorava de fome, o que me deixava muito nervosa. Pedi ajuda para uma consultora de amamentação e as coisas começaram a melhorar, iniciamos uma linda conexão entre mãe e filha, ela ganhou peso, começou a dormir mais e chorar menos. Amamentar é cansativo e dolorido, mas saber que eu sou responsável pela saúde, alimento e crescimento dela não tem preço”.

Mulher negra com bebê no colo, envoltos em lençóis dourados - campanha Agosto Dourado.
Descrição alternativa #PraGeralVer: Mulher negra com cabelo black está deitada, de olhos fechados, segurando seu bebê no colo. Ambos estão envoltos por lençóis dourados, em alusão à campanha Agosto Dourado, que incentiva o aleitamento materno. (Imagem: Gerada por IA/Midjourney)

Já a educadora física Débora de Araujo Zenoni, mãe de um bebê de 1 ano e 5 meses, conta que tinha receio de não conseguir amamentar devido a uma cirurgia que fez antes da gestação. “Eu sempre quis muito fazer o aleitamento e tive muito leite, não enfrentei desafios, sempre foi muito tranquilo e criei uma linda conexão entre mãe e filho, considero muito importante para o bebê por ser uma fonte de nutrientes e é um momento muito especial”, ressalta.

A amamentação exige o envolvimento da sociedade e de toda uma rede de apoio para que ocorra de forma adequada. “É importante salientar que a responsabilidade da manutenção da amamentação não é só da mãe, mas também dos companheiros, cuidadores, familiares, comunidade, empregadores, colegas de trabalho, instituições de ensino infantil, profissionais de saúde e do Estado”, ressalta Sarina.

Sobre a campanha Agosto Dourado 2023

Acontece durante todo o mês de agosto a campanha de conscientização que simboliza a luta pelo incentivo à amamentação. A cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno. É uma cor especial que já percorre o mundo com seu laço simbólico.

O tema da campanha Agosto Dourado para 2023 é “Possibilitando a amamentação fazendo a diferença para mães e pais trabalhadores” porque busca incentivar políticas públicas e em locais de trabalho que possibilitem ambientes que incentivem a amamentação na vida profissional e o fortalecimento das famílias.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), responsável pelo tema da campanha Agosto Dourado, isso é importante para garantir que mães e pais trabalhadores tenham o apoio necessário para amamentar seus filhos enquanto equilibram suas responsabilidades profissionais.

A campanha Agosto Dourado teve origem em uma reunião entre a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em 1990, em Nova York. O objetivo desta reunião era criar a Declaração de Innocenti, focada na amamentação, com o objetivo de discutir ações de conscientização global.

Sobre o Eco Medical Center

Trata-se de um complexo médico que reúne mais de 200 médicos de 35 especialidades, com equipes de pediatria e médicos especializados em vacinação. A consulta pode ser agendada pelo site, pelo aplicativo e também no próprio local. O complexo médico aceita mais de 45 planos de saúde. Para saber mais acesse o site no link .

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Jornalista Inclusivo

Da Equipe de Redação