Pesquisa do Ministério do Turismo vai mapear empresas acessíveis do setor

Foto com turistas em plataforma em ponto alto de uma cidade. Há duas pessoas em cadeiras de rodas registrando a paisagem, como ilustração da pesquisa do ministério do turismo.
Objetivo da pesquisa do Ministério do Turismo (MTur) é construir um banco de dados com empresas de produtos e serviços turísticos acessíveis. (Foto: Gustavo Braga/MTur)

A construção do banco de dados dará visibilidade às ofertas no âmbito do turismo para quem tem deficiência ou mobilidade reduzida

Em mais uma ação para tornar o Turismo no Brasil uma atividade acessível a todas as pessoas, o Ministério do Turismo, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), está iniciando um mapeamento para levantar informações sobre empresas que oferecem serviços e produtos com alternativas de acessibilidade na área turística em todo o país.

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    Boa leitura!

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    Pesquisa do Ministério do Turismo

    A pesquisa, que nada mais é que um “Cadastro de Empresas – Produtos e Serviços Turísticos Acessíveis”, tem como objetivo construir um banco de dados para potencializar a construção de políticas públicas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

    Com essas informações, além de subsidiar o desenvolvimento de ações específicas para esse público, o Ministério do Turismo também apoiará a promoção e a comercialização das opções turísticas com acessibilidade, ajudando o empresário a expor os produtos e serviços em feiras e eventos; a desenvolver material promocional, além de promover essas opções no Portal e nas mídias sociais do MTur, por exemplo.

    “Dando visibilidade a essas alternativas, potencializamos a oferta e também estimulamos que outras empresas possam desenvolver produtos turísticos para quem tem deficiência ou mobilidade reduzida. Todos merecem experimentar o Turismo, principalmente no Brasil, que oferece tanta diversidade turística. Investir em acessibilidade é investir no turismo do futuro”, afirmou a ministra.

    Turismo acessível e inclusivo

    Tornar o turismo mais acessível e inclusivo é uma das metas prioritárias do plano de ação de 100 dias de governo, divulgado no início do mês pela ministra do Turismo, Daniela Carneiro. Dividido em cinco eixos de atuação – diálogo; sustentabilidade e mudanças climáticas; carnaval; estruturação de destinos; e passagens aérea – o plano traz projetos que buscam reestruturar e fortalecer a atividade turística no país.

    O que é acessibilidade no turismo?

    A acessibilidade no turismo é a garantia de que todas as pessoas, independentemente de suas limitações físicas, intelectuais, sensoriais ou cognitivas, tenham acesso aos serviços e instalações turísticas com segurança e autonomia. Isso inclui desde a hospedagem até os meios de transporte, atrações turísticas, restaurantes e outros serviços oferecidos na indústria do turismo. 

    Além disso, a acessibilidade no turismo é um direito fundamental e deve ser garantida por todos os setores envolvidos, visando a inclusão social e o respeito à diversidade humana.

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    Participe da pesquisa do MTur

    A pesquisa está sendo coordenada pela Consultora da Unesco e do MTur, Profa. Dra. Marklea Ferst. Dúvidas podem ser enviadas ao e-mail mcferst@gmail.com ou no telefone (92) 98231-2472.

    Para participar da iniciativa de promoção de um Brasil mais acessível basta acessar este link .

    Assista ao vídeo

    Desafios do setor

    Existem diversos desafios para tornar o turismo no Brasil mais acessível e inclusivo para PCDs. Alguns deles são:

    Falta de conscientização: Muitas empresas e estabelecimentos turísticos não estão cientes da importância da acessibilidade, não possuem conhecimento técnico e jurídico para promovê-la e, portanto, não a consideram uma prioridade.

    Infraestrutura inadequada: Grande parte das cidades e estabelecimentos turísticos do Brasil não possuem infraestrutura adequada para receber pessoas com deficiência, como calçadas e banheiros adaptados, elevadores e rampas.

    Falta de treinamento: Os profissionais do turismo muitas vezes não estão preparados para atender pessoas com deficiência, como atendimento na Língua Brasileira de Sinais (Libras) e a comunicação com pessoas com deficiência visual. É necessário que toda indústria do turismo receba treinamento adequado para oferecer um atendimento inclusivo e acolhedor.

    Barreiras culturais: A sociedade em geral muitas vezes ainda carrega preconceitos e estereótipos em relação às pessoas com deficiência, o que pode dificultar a inclusão dessas pessoas no turismo.

    Falta de políticas públicas: A implementação de políticas públicas que promovam a acessibilidade no turismo, tais como incentivos fiscais para empresas que adotem medidas de acessibilidade, também é um desafio.

    Falta de padronização: A falta de padronização na implementação de medidas de acessibilidade pode dificultar a experiência dos turistas com deficiência, uma vez que as medidas de acessibilidade variam de um local para outro.

    É fundamental que empresas e estabelecimentos turísticos se comprometam a promover a acessibilidade e invistam em medidas concretas para tornar seus espaços e serviços acessíveis. É importante que haja uma conscientização geral sobre a importância da inclusão e do respeito à diversidade humana, bem como ações de capacitação e treinamento para os profissionais do turismo. Somente assim poderemos tornar o turismo no Brasil mais inclusivo e acessível para PCDs.

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    Rafael F. Carpi

    Editor na Jornalista Inclusivo e na PCD Dataverso. Formado em Comunicação Social (2006), foi repórter, assessor de imprensa, executivo de contas e fotógrafo. É consultor em inclusão, ativista dedicado aos direitos da pessoa com deficiência, e redator na equipe Dando Flor e na Pachamen Editoria.

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