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Painel de Dados Direitos Humanos já está on-line

Banner escrito Painel de dados direitos humanos
Descrição da imagem #PraCegoVer: Ilustração do texto “Painel de Dados Direitos Humanos já está on-line”, em fundo branco e contorno degrade com as cores da bandeira do Brasil, é a primeira imagem ao acessar o painel interativo: uma arte com dois triângulos, um verde e outro amarelo, com um círculo azul e uma seta que simboliza um gráfico. Logo abaixo o título: Painel de dados Direitos Humanos. No rodapé os logos deste painel, Ligue 100, Ligue 180 e DH – Direitos Humanos Brasil. Créditos: Reprodução

Acaba de ser lançado o painel interativo que mostra denúncias do Disque 100 e Ligue 180

Assessoria de imprensa também anuncia um workshop sobre o Painel de Dados Direitos Humanos para capacitação de jornalistas já nesta quinta-feira (17)

Os dados sobre violações de direitos humanos recebidas pelo Disque 100 e pelo Ligue 180 estão agora disponíveis para consulta da sociedade em uma nova plataforma. O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) lançou segunda-feira (14) o Painel de Dados Direitos Humanos, uma ferramenta interativa  com as informações sobre denúncias recebidas pelos dois canais no primeiro semestre de 2020.

Na plataforma, é possível pesquisar por região, estado ou município. As denúncias também podem ser separadas por grupo vulnerável, como pessoas com deficiênciamulheres em situação de violência, crianças e adolescentes, ou idosos. Além disso, é possível consultarpor tipo de violação, como violência física e psicológica, discriminação ou negligência, por exemplo.

Durante a transmissão da apresentação da plataforma, a ministra Damares Alves, titular do MMFDH, destacou que a divulgação dos dados em forma de painel vai além de uma prestação de contas dos serviços da Ouvidoria: 

Damares Alves e Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos lançamento do Painel de Dados Direitos Humanos
Descrição da imagem #PraCegoVer: A ministra Damares Alves e a equipe da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos durante o lançamento do Painel de Dados Direitos Humanos. Estão sentados frente a uma mesa, todos usando máscara hospitalar. Créditos: Clarice Castro/MMFDH

“O instrumento que entregamos hoje não é um ganho só para o nosso ministério, mas para todos os demais órgãos que trabalham com o tema e das ações ligadas à proteção da vida e da garantia da dignidade humana. Todo o governo tem isso como meta e visão e nós oferecemos nossa contribuição agora”, disse.

O novo painel ainda mostra dados por perfis da vítima ou do suspeito de realizar a violação. Nesses dois itens, são possíveis conhecer o sexo, a faixa etária, a cor/raça, o grau de instrução e a nacionalidades daqueles que sofrem ou cometem as violações de direitos humanos ou de violência contra a mulher.

A plataforma permite ainda a obtenção dos dados em formato de gráfico ou tabela. Todas as informações podem ser baixadas e armazenadas por qualquer cidadão.

“Com a ferramenta, o ministério estabelece um novo momento e manda um recado: chega de criar políticas públicas em cima de achismos. Nós precisamos de evidência, de comprovação, de dados concretos. Essa é uma nova etapa que mostra que estamos no caminho e no rumo certo”, afirma a ministra, segundo comunicado à imprensa.

Painel de dados direitos humanos
Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem da página principal do Painel, na tela de um laptop, e duas mãos digitando. A página tem o texto de apresentação do painel, explicações e alguns avisos. Na imagem é possível ler a inscrição 1º Semestre de 2020, e alguns logos. Créditos: Reprodução

O painel foi construído pela própria equipe da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, que integra a estrutura do MMFDH e coordena o Disque 100 e o Ligue 180. “Fizemos um esforço para apresentar o balanço dos canais, no primeiro semestre, já neste formato. Ao facilitar o conhecimento dos dados para qualquer cidadão interessado, nós garantimos os princípios da Publicidade e da Transparência nas ações da administração pública, previstos na Constituição Federal”, disse Fernando Ferreira que está à frente da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH).

De acordo com Ferreira, mais melhorias serão implementadas à medida em que a ferramenta for aprimorada. “É apenas o início de um novo modelo de apresentação, que busca transformar dados em informações importantes para produção de conhecimento sobre violação de direitos humanos e da família”, acrescenta.

A promotora de Justiça do Estado de São Paulo e responsável pela Ouvidoria da Mulher do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Gabriela Manssur, destacou que os números vão basear estudos e pesquisa. “De forma objetiva, vai direcionar a operação do sistema de Justiça. Eu tenho visto um esforço muito grande do ministério em aproximar a sociedade e o governo. Não é só entrega dados, mas informações que permitam conhecimento”, disse.

Já a secretária da Mulher do Distrito Federal, Ericka Filippelli, afirmou que as unidades da federação vão poder olhar os dados específicos de cada região para implementar políticas públicas. “É uma mudança de perspectiva, um divisor de águas no enfrentamento à violência contra a mulher”, disse durante a cerimônia.

Já a promotora da República Caroline Maciel destacou a importância da iniciativa para a proteção de direitos humanos no Brasil. “É uma forma de cumprirmos o nosso papel de proteger os direitos da Constituição Federal. Como diz um ditado: “o que não se mede, não se muda”, afirmou.

Painel de Dados Direitos Humanos
Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem de um lapdtop com duas mãos no teclado e uma terceira mão apontando para os gráficos da tela, onde aparece o painel. Na imagem mostrada, foi aplicado o filtro de Análise por perfil da vítima, neste caso, as pessoas com deficiência. Créditos: Reprodução/Painel de dados Direitos Humanos

Sobre os dados

O painel é resultado das melhorias alcançadas com a unificação das centrais de atendimento do Disque 100 e do Ligue 180, que aconteceu em dezembro de 2019. A medida permitiu a criação de um banco de dados único de violações de direitos humanos dos dois canais.

A nova metodologia foi elaborada com base na taxionomia construída por diversas áreas do MMFDH, disponível em manual elaborado pela equipe da ONDH. Por isso, não é possível comparar os números do balanço do primeiro semestre de 2020 com os do mesmo período de anos anteriores.

Também houve alteração na coleta das denúncias. Antes, cada ligação era registrada sob um número de protocolo, que comportava apenas uma denúncia. A partir da unificação da central cada protocolo passou a comportar mais de uma denúncia, que é definida pela relação entre suspeito e vítima.

“Trata-se de uma nova série histórica que segue critérios técnicos para retratar de forma clara os dados de violações de direitos humanos e permitir a análise das informações com maior qualidade. Isso é essencial para a construção de políticas públicas mais eficientes e direcionadas”, afirmou o ouvidor.

A previsão é que nos próximos meses sejam inseridos dados diários das denúncias recebidas pela Ouvidoria. Além disso, as informações de anos anteriores devem ser colocadas no painel interativo, no formato em que foram divulgadas antes da unificação da central de atendimento, para melhor visualização dos dados. “Estamos retratando melhor a realidade com o novo sistema e a nova metodologia”, afirma Ferreira.

Também participaram da live, o coordenador-geral de atendimento da Ouvidoria, Wendel Benevides, a coordenadora do Ligue 180, Vanessa Vilela, e o coordenador do Disque 100, Reinaldo Las Cazas.

Dados
Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem é um print da tela na pagina de filtros do painel. No topo da página aparecem as seguintes informações: 166.407 Protocolo de Denúncias, 195.201 Denúncias, 1.023.687 Violações. No canto direito superior estão as opções: limpar filtros e aplicar filtros. O corpo da pagina é divido em três: Filtros de Denúncias, Filtros de Perfil da Vítima e Filtros de Perfil do Suspeito. Em cada tipo de filtro há diversas opções como, data, sexo, cenário, grupo vulnerável, faixa etária, relação e outras mais. Créditos: Reprodução/Painel de dados Direitos Humanos

Disque 100 e Ligue 180

O Disque 100 e o Ligue 180 são serviços gratuitos para denúncias de violações de direitos humanos e de violência contra a mulher, respectivamente. Qualquer pessoa pode fazer uma denúncia pelos serviços, que funcionam 24h por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.

Além de cadastrar e encaminhar os casos aos órgãos competentes, a Ouvidoria recebe reclamações, sugestões ou elogios sobre o funcionamento dos serviços de atendimento.

Entre os grupos atendidos pelo Disque 100 estão crianças e adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, população LGBT e população em situação de rua.

O canal também está disponível para denúncias de casos que envolvam discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.

workshop sobre Painel de Dados Direitos Humanos
Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem retirada do formulário de inscrição do evento on-line, com uma montagem de fotos de pessoas diversas e um selo escrito: Direitos Humanos para Todos. Abaixo está o título: Workshop Painel de Direitos Humanos, e a informação: Inscrição até meio-dia de quinta-feira (17). Créditos: Reprodução

Inscrições abertas para workshop sobre Painel de Dados Direitos Humanos

Para conhecer e aprender a utilizar o Painel de Dados Direitos Humanos, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) promove nesta quinta-feira (17), a partir das 14h, workshop para capacitação de jornalistas.

O treinamento será realizado pela equipe da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), que coordenada o Disque 100 e o Ligue 180, e terá duração de duas horas (das 14h às 16h).

Para se inscrever, os interessados devem preencher formulário  até às 12h de quinta-feira (17), neste link: (https://docs.google.com/forms/d/13nSvXFh-wCom-HxVBpkW77N_Sth_TPiirdX-32B9g94/viewform?edit_requested=true )

O Painel de Dados Direitos Humanos foi lançado na última segunda (14). A plataforma é uma ferramenta interativa com as informações sobre denúncias recebidas pelos dois canais no primeiro semestre de 2020.

SERVIÇO: 

  • O que: Workshop sobre Painel de Dados Direitos Humanos
  • Quando: 17 de dezembro, a partir das 14h
  • Onde: Capacitação on-line

Para dúvidas e mais informações:
ouvidoria@mdh.gov.br

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Rafael Ferraz Carpi

Rafael Ferraz Carpi

Rafael Ferraz Carpi - Founder & Publisher (MTB: 0089466/SP). Jornalista formado em Comunicação Social (2006), Rafael assina como Editor responsável pelo conteúdo, edição geral e publicações. Autor do projeto Jornalista Inclusivo (JI), foi repórter em jornais impressos e em rádio AM, fotógrafo em navios internacionais de cruzeiro e assessor de imprensa. Ativista social, é criador de conteúdo digital acessível, redator web, e marketing digital em mídias sociais.

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