#DescriçãoDaImagem: Fotografia colorida de Silvana Louro diante de um fundo preto. Ela tem pele clara, cabelos loiros, volumosos e cacheados até os ombros. Olha para a câmera, com lábios fechados e batom vermelho. Veste blusa de mangas curtas e decote em V, com formas geométricas em vermelho, azul-marinho e bege. Com o tronco levemente inclinado para a frente, mantém os braços apoiados um sobre o outro. A iluminação destaca rosto e cachos. (Foto: Reprodução)
Fundadora da Equal esteve entre as 12 finalistas do Prêmio Mulheres nos Negócios 2026; após a cerimônia, destacou o reconhecimento internacional de seu trabalho.
Silvana Louro, fundadora da Equal Moda Inclusiva, esteve entre as finalistas da categoria Inovação da 9ª edição do Prêmio Mulheres nos Negócios, promovido pela ONU Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). A cerimônia foi realizada nessa segunda-feira, 26 de outubro, em Doha, no Catar, durante o Fórum Mundial sobre Investimento 2026. A indicação destacou um negócio que considera a diversidade de corpos e movimentos no desenvolvimento de roupas.
Na categoria Inovação, foram premiadas Aisha Albinali, cofundadora da Wafir, do Catar, e a brasileira Adriana Fernandes, da Mátrika Comidas Especiais. Os nomes constam no comunicado de resultado publicado pela UNCTAD em 26 de outubro .
Após a cerimônia, Silvana confirmou em publicação no Instagram que não recebeu o prêmio da categoria. Na mesma legenda, parabenizou Adriana e valorizou o reconhecimento obtido ao chegar à final. “Transbordo gratidão, sigo fortalecida e muito feliz”, escreveu.
Antes da cerimônia, ao comentar a seleção no Instagram, Silvana relacionou a oportunidade de visibilidade internacional à inclusão de pessoas com deficiência. “Vestir-se vai além da roupa: é expressar quem somos, reconhecer nosso valor e ocupar o mundo com identidade e dignidade”, escreveu em publicação compartilhada com o perfil da Equal .
A proposta da marca é desenvolver roupas em versões adaptadas e convencionais, para que pessoas com e sem deficiência tenham acesso aos mesmos desenhos e estilos. Segundo comunicado da ONU Brasil divulgado antes da premiação , seus produtos estão presentes em mais de 130 pontos de venda no país.
Da pesquisa com pessoas com deficiência às roupas adaptadas
Antes da Equal, Silvana trabalhou por mais de 20 anos como produtora de moda. Em relato publicado pelo Sebrae em 2022 , contou que os padrões rígidos de beleza haviam deixado de fazer sentido para ela. O contato com paratletas, durante um trabalho ligado à preparação para os Jogos Rio 2016, direcionou sua atenção às dificuldades que o vestuário podia criar no cotidiano.
Em entrevista publicada pelo Jornalista Inclusivo em janeiro de 2021, a estilista afirmou que iniciou suas pesquisas em 2011. O desenvolvimento envolveu pessoas com deficiência, fisioterapeutas e instituições especializadas. Em 2015, ela criou uniformes adaptados para a delegação fluminense nas Paralimpíadas Escolares.
“A moda é minha ferramenta de inclusão”, disse na entrevista. Na mesma conversa, destacou a importância de poder escolher uma roupa que atendesse às necessidades de uso sem abrir mão de estilo — e compartilhar essa experiência de compra com pessoas sem deficiência.
Adaptações nas peças e representação nas campanhas
Essa abordagem chegou à parceria com a Reserva no lançamento da linha Adapt&, noticiado pelo Jornalista Inclusivo em setembro de 2021. A coleção foi apresentada com 14 peças e recursos como zíperes laterais nas calças, substituição de botões por velcro e botões de pressão nos punhos. As mudanças buscavam facilitar o vestir para pessoas com mobilidade reduzida.
A atuação também aparece na comunicação da marca. Em outra legenda publicada no Instagram da Equal , Silvana contestou o espanto de quem pergunta como são produzidas fotos com modelos com deficiência. Ao descrever a direção dos ensaios, ressaltou o talento, a personalidade e a capacidade de expressão dessas profissionais.
O trabalho já havia recebido reconhecimento no Brasil: em 2022, Silvana conquistou o primeiro lugar na categoria Pequena Empresa do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, conforme registro da instituição.
Silvana Louro entre as quatro brasileiras finalistas
Silvana integrou o grupo de quatro brasileiras entre as 12 finalistas da premiação internacional. Além dela e de Adriana Fernandes, concorreram Paula Dalla Vecchia, da Zeit Artificial Intelligence Solutions, e Andreyna Silva, da Coostura, ambas na categoria Tecnologia. A relação está na página oficial das finalistas da UNCTAD .
Além das duas premiadas em Inovação, a UNCTAD anunciou Sandra Letio, de Uganda, em Liderança; Paula Gianserra, da Argentina, em Sustentabilidade; e Biobele Oyibo, da Nigéria, em Tecnologia. O comunicado de resultado relaciona cinco vencedoras nas quatro categorias.
