Rede de Proteção Social é essencial para promover inclusão e autonomia

Imagem com texto: Rede de Proteção Social. Foto de mãos abertas carregando mini globo terrestre e seis figuras de papel colorido representando pessoas de braços abertos.
Entenda o papel da Rede de Proteção Social e de programas como o Proteção Especial para Pessoas com Deficiência e Idosas. (Imagem: Edição Jornalista Inclusivo. Foto: Freepik)

A importância da conscientização e da participação efetiva da família e da escola na Educação Infantil, como parte da Rede de Proteção Social

De acordo com o site do IBGE , a Rede de Proteção Social compreende informações sobre ações, cuidados, atenções, benefícios e auxílios destinados à redução e prevenção de vulnerabilidades e riscos, vitimizações, fragilidades e contingências enfrentadas por cidadãos e suas famílias ao longo do ciclo de vida. Essas dificuldades podem decorrer de restrições sociais, econômicas, políticas, naturais ou de ofensas à dignidade humana, como desemprego, doença, invalidez, envelhecimento, perda de cônjuge ou pais, entre outras.

A Rede de Proteção Social também engloba ações, cuidados, atenções, benefícios e auxílios para enfrentar a pobreza e a desigualdade, bem como para promover o bem-estar e a proteção social de famílias, crianças, adolescentes e jovens, pessoas com deficiência e idosos, dentre outros grupos.

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome estipula que trata-se de um serviço para pessoas com deficiência (PCDs) ou idosas com algum grau de dependência  e suas famílias, que tiveram suas limitações agravadas por violações de direitos, como isolamento, confinamento, atitudes discriminatórias e preconceituosas, falta de cuidados adequados por parte do cuidador, entre outras situações que aumentam a dependência e comprometem o desenvolvimento da autonomia.

Esse serviço promove atividades que garantem a autonomia, a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida das pessoas que usam esse serviço. Nesse sentido, visa diminuir a exclusão social tanto do dependente quanto do cuidador, da sobrecarga decorrente da situação de dependência e/ou prestação de cuidados prolongados, bem como a superação das violações de direitos que fragilizam o indivíduo e intensificam o grau de dependência da pessoa com deficiência ou idosa.

Falando um pouco sobre a Educação Infantil, que é a minha área de atuação, a Rede de Proteção Social, além de todos esses serviços, conta inicialmente com a participação efetiva da Família no desenvolvimento dos bebês e das crianças e, logo em seguida, a escola, como primeiro ambiente de convívio social das crianças fora do ambiente familiar.

Tendo os educadores como corresponsáveis pelo pleno desenvolvimento dos bebês e crianças, me entristece saber o quanto estamos despreparados e desinformados sobre as questões de deficiências e transtornos na educação infantil. Me entristece saber que, mesmo com tanta informação de fontes confiáveis, ainda tem tanta gente falando “abobrinhas” sobre Autismo, sobre a Trissomia 21 (síndrome de Down) e sobre tantos assuntos. Me entristece saber que Famílias ainda encontram muita dificuldade em receber um bom atendimento de profissionais que deveriam fazer parte de sua rede de proteção, mas que os tratam com descaso e desinteresse.

Como educadora, eu acredito na Educação, não apenas dos pequenos, mas também de suas Famílias, da comunidade e da sociedade de modo geral. Acredito também da conscientização e na importância de compartilhar informações e conhecimentos que possam ajudar de alguma forma, e assim, aos poucos contribuir para tornar a nossa sociedade mais consciente e inclusiva.

Proteção Especial para inclusão e autonomia

O Serviço de Proteção Especial para Pessoas com Deficiência e Idosas é um trabalho social que pode ser oferecido em diferentes locais, como o Centro-Dia, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), em unidades referenciadas ou na casa da pessoa.

É realizado por uma equipe multidisciplinar com profissionais de diversas áreas e tem como objetivo promover a defesa de direitos, cuidados pessoais, acesso à documentação, convívio familiar e social, entre outras atividades. O acesso ao serviço pode ser feito diretamente nos no Centro-dias e CREAS ou por meio de encaminhamento de outros serviços socioassistenciais ou políticas públicas.

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Renata Ubugata

Pedagoga, pós-graduada em Educação Infantil. Atualmente estudante de Educação Especial e Mãe apaixonada de dois meninos autistas.

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