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Língua indígena de sinais é retratada em HQ

A história em quadrinhos (HQ) produzida por Ivan de Souza retrata, de forma pioneira, a língua indígena de sinais utilizada pelos surdos da etnia terena. A obra tem o propósito fortalecer o reconhecimento e a preservação das línguas de sinais indígenas e é apresentada em formato plurilíngue, sinalizada também na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Descrição da imagem #PraCegoVer: O texto Língua indígena de sinais é retratada em HQ é ilustrado pelo recorte editado da capa da história em quadrinhos, em fundo azul, com o título: Sol – a Pajé surda, ou Séno Mókere Káxe Koixómuneti, em língua terena. Ilustração mostra três personagens, mulher indígena surda anciã chamada Káxe, e mais dois indígenas, além de um par de mãos. Créditos: Divulgação

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Em formato plurilíngue, HQ sinalizada é resultado de pesquisa científica da Língua Indígena de Sinais utilizada pelos surdos da etnia Terena

Trabalho de conclusão de curso de licenciatura em Libras ‘Sol: A Pagé surda’ foi produzido por Ivan de Souza, com o propósito de fortalecer o reconhecimento e a preservação das Línguas Indígenas de Sinais

A história em quadrinhos (HQ) produzida por Ivan de Souza retrata, de forma pioneira, a Língua Indígena de Sinais utilizada pelos surdos da etnia Terena. A obra tem o propósito fortalecer o reconhecimento e a preservação das línguas de sinais indígenas e é apresentada em formato plurilíngue, sinalizada também na Língua Brasileira de Sinais (Libras). 

A comunicação por meio da língua materna é importante para manter viva a cultura, a identidade e a história dos povos indígenas. Nas aldeias da etnia Terena, localizadas principalmente no estado de Mato Grosso do Sul, a língua oral terena é amplamente utilizada. Os surdos dessa etnia também se comunicam com sinais diferentes dos pertencentes ao sistema linguístico utilizado pelos surdos no Brasil (Libras). Após diversas pesquisas, especialistas concluíram que esses sinais constituem um sistema autônomo, chamado Língua Terena de Sinais

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Sol: A Pajé surda ou ‘Séno Mókere Káxe Koixómuneti’, em língua Terena, conta a história de uma mulher indígena surda anciã chamada Káxe, que exerce a função religiosa de pajé (Koixómuneti) em sua comunidade. Ao ser procurada para auxiliar em um parto e após pedir a benção dos ancestrais para o recém-nascido, o futuro do povo Terena é revelado e transmitido a ela em sinais. “A história mostra um pouco da rica cultura desse povo, as situações, consequências e resistência após o contato com o povo branco”, revela Souza. 

Ilustra da HQ que retrata a língua indígena de sinais com descrição na legenda.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Ilustração com a pagé Káxe, usando cocar e vestimenta terena, ao lado de uma fogueira. À sua frente há um grupo de indígenas da comunidade. Créditos: Divulgação/Reprodução

O trabalho de conclusão do curso de licenciatura em Letras Libras da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve início em 2017, quando o estudante pesquisava a história dos surdos no Paraná, na iniciação científica. Todo o processo teve acompanhamento de pesquisadoras que já desenvolviam atividades com os Terena surdos, usuários da Língua Terena de Sinais. A comunidade indígena também teve participação ativa no desenvolvimento e depois, na validação da obra junto ao seu povo. 

Para Maíza Antonio, professora de educação infantil, continuar pesquisando o tema é importante para que os próprios integrantes das aldeias entendam melhor os sinais utilizados por parte de seu povo. 

Ivan de Souza, autor da HQ sinalizada com a língua indígena de sinais, descrito na legenda.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Fotografia recortada em círculo, de Ivan de Souza, homem branco de cabelos pretos e barba por fazer. Usa óculos de grau, camisa preta, e está sorrindo. Créditos: Acervo pessoal

Indígena da etnia Terena, ela trabalha com a língua materna na escola da comunidade. “Nossos alunos têm optado por estudar na cidade, por não estarmos preparados para recebê-los em nossa escola. Essa história em quadrinhos servirá como material didático para trabalharmos com os alunos surdos e como incentivo para que nós, professores, busquemos novas ferramentas de ensino nessa área”, comenta a professora Maíza. 

Souza e os especialistas que o auxiliaram no projeto também desenvolveram um sinalário, isto é, um registro em Libras dos principais conceitos apresentados na narrativa visual e um glossário plurilíngue abrangendo palavras utilizadas no dia a dia da comunidade. “Levantamos os vocabulários que mais se repetiam e organizamos em uma planilha. Depois buscamos localizar os sinais já existentes em sites e aplicativos. Filmamos os sinais e disponibilizaremos esse material no YouTube, com o objetivo de expandir o conhecimento sobre as línguas sinalizadas e de minimizar a barreira linguística”, explica.

De acordo com o autor, o trabalho tem relevância para os indígenas da comunidade terena e de outras etnias e para a sociedade em geral. “Esse é mais um material disponível para os terena ensinarem sua história de forma acessível a ouvintes e surdos. É importante também para mostrar à sociedade como existem povos, culturas, identidades e línguas diferentes no país. E que essa diversidade precisa ser respeitada, preservada e valorizada”.  

Print do YouTube com seis pessoas descritas na legenda, na defesa da tese do trabalho sobre a Língua Indígena de Sinais.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem da apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), pela graduação do Curso de Letras Libras da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que ocorreu de forma virtual, no YouTube. Na imagem aparecem seis pessoas dividindo a tela: Ivan de Souza, o interprete de Libras Eziom, Professora Shirley Vilhalva (UFMS), Professora convidada Denise Silva (UFGD/IPEDI), a orientadora Professora Kelly Cezar (UFPR) e Professor Danilo Silva (UFPR). Créditos: Reprodução/YouTube

O jovem escritor tem esperança de que o trabalho possa despertar a sensibilidade para com os povos indígenas e para as demais línguas de sinais presentes no Brasil. Outro objetivo do autor é que, com o reconhecimento dessas línguas autônomas de sinais, torne-se possível que surdos indígenas tenham, de fato, o direito de serem ensinados em sua língua materna garantido, assim como apregoado na Constituição Federal. Ele pretende distribuir a HQ em escolas indígenas, com o objetivo de auxiliar o fortalecimento linguístico e de ressaltar a importância das línguas de sinais para essas comunidades.  

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Além de possibilitar a disseminação e a preservação da Língua Terena de Sinais, a história tem o propósito de evidenciar a cultura e a história desse povo. O estudante cita uma das pesquisadoras que trabalhou com ele nesse projeto para definir o que pensa sobre o tema. “Cada língua reflete um modo de ver o mundo, um modo diferente de pensar. Se perdemos uma língua, perdemos possibilidades, perdemos a capacidade de criar, imaginar, pensar de um modo novo e talvez até mais adequado para uma dada situação”, indica Priscilla Alyne Sumaio Soares em sua tese de doutorado intitulada Língua Terena de Sinais

“Só podemos preservar aquilo que é registrado e esse é um dos nossos objetivos, preservar uma pequena parte da história do povo terena por meio da HQ”, afirma Ivan de Souza. 

Ilustração azul, com pássaro e um indígenas da HQ de Língua Indígena de Sinais, descrita na legenda.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem em fundo azul, da contracapa da HQ, com a ilustração de um pássaro cinza, que voa ao lado de um indígena. Ele usa cocar de penas verdes, colar, pinturas corporais, e tem os olhos fechados. Créditos: Reprodução

Acompanhe a entrevista com Ivan de Souza, tradutor e intérprete de Libras. Na sequência, confira a história retratada na HQ sinalizada:

O que te levou, no início, ao universo dos surdos até se tornar um TILSP (Tradutor Intérprete de Língua de Sinais/Língua Portuguesa)?

Minha mãe tinha um primo surdo, e eles cresceram juntos. Eu sempre tive contato com ele, dada a aproximação da minha mãe e dele. Ele vinha nos visitar quando eu era criança e percebia que ele se comunicava com minha mãe, mas não pela Libras e sim por uma comunicação que os dois desenvolveram, inclusive em outros ambientes e quando jovem, minha mãe interpretou para ele (nem ele nem ela eram indígenas). Passaram os anos e eu acabei me interessando em estudar a Libras. Inicialmente não pensava em ser intérprete, queria apenas aprender a língua. O trabalho como TILSP foi consequência desse processo.

Como nasceu seu interesse pelo resgate e preservação de línguas minoritárias nacionais – foi algo natural, pela vivência com alguma comunidade?

Quando durante os estudos de Libras (cursos), antes da faculdade, fiquei sabendo da Língua de sinais Kaapor e achei muito interessante, mas nos cursos é basicamente isso que ficamos sabendo, que existe uma outra língua de sinais além da Libras. Basicamente o mesmo que ocorre quando na escola nos dizem que existem ‘’Índios’’ e o tema dificilmente é aprofundado. Levei essa inquietação para a graduação e quando tive a oportunidade de escolher um tema para pesquisar não tive dúvida que seria esse.

Sobre a fala professora Maíza Antonio, de continuar pesquisando o tema para que os próprios integrantes das aldeias entendam melhor os sinais utilizados, é um indicativo de seguir nesse caminho. Certo?

Sim, com certeza receber o feedback da comunidade nos dá mais ânimo para continuar. Afinal de contas, esse trabalho é sobre eles, com eles e para eles.

Ilustração com mapa e quatro indígenas da HQ de Língua Indígena de Sinais, descrita na legenda.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Ilustração com quatro indígenas correndo, sendo que um deles é uma mulher, e outro usa cocar de penas azuis. No canto esquerdo da ilustração, mapa com duas bandeiras: Uma do Paraguai, e outra do Império do Brasil - um Estado que existiu no século XIX e que compreendia (aproximadamente, até 1825), o território que forma o Brasil e o Uruguai atuais. Créditos: Reprodução

A Maíza também disse que os “alunos têm optado por estudar na cidade, por não estarem preparados para recebê-los na escola”. Como você enxerga essa realidade? Seria ideal garantir essa estrutura dentro das aldeias?

Essa infelizmente não é uma realidade isolada. O mesmo ocorre em outras aldeias e mesmo em comunidades distantes dos centros urbanos. Estamos com um projeto junto ao Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural (IPEDI) onde todo valor arrecadado com as vendas da HQ será destinado ao instituto para a promoção de cursos de formação para os professores da Aldeia Cachoeirinha, que foi a aldeia onde foram realizadas as pesquisas com os surdos usuários da Língua Terena de Sinais (LTS). Esse curso será importante para que essa língua seja valorizada e preservada e venha a ter a Língua Brasileira de Sinais (Libras) não como uma língua colonizadora e sim como um modelo linguístico, político e educacional. Visto que as comunidades indígenas são plurilíngues e, assim como ter línguas orais em uso ao mesmo tempo não é prejudicial, também ter línguas de sinais em uso concomitante é algo benéfico.

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Como foi pensado o sinalário, e qual foi o resultado da busca pelos sinais já existentes em sites e aplicativos?

Sempre que se cria material voltado para o público surdo é interessante ter a criação de sinalários com o objetivo de expandir as línguas sinalizadas e minimizar a barreira linguística existente. Para a HQ criamos um sinalário com os conceitos que mais se repetiam durante a pesquisa bibliográfica/documental: Antropologia, Antilhas, Cidade de Miranda, Congresso de Milão, Cultura Surda, Cultura Indígena, Dialeto, Etnia, Etnografia, Família linguística, Funai, HQ’s sinalizadas, Kinikinau, Línguas emergentes, Línguas extintas, Línguas isoladas, Línguas minoritárias, Línguas de sinais, Pajé, Povo terena, Roteiro, Tempos Antigos, Tempos de servidão, Tronco Linguístico.

Aos sinais encontrados foi realizada uma análise a fim de verificar se estavam de acordo com o tema. Quanto aos sinais não localizados, entramos em contato com outros profissionais pesquisadores da área (surdos e ouvintes) para a discussão e elaboração dos sinais provisórios. Após, realizamos a filmagem dos sinais a fim de produzir um sinalário da temática específica e disponibilizamos no YouTube, em domínio público que pode ser assistido abaixo:

Reproduzir vídeo

Depois de tantos anos dedicados aos estudos e pesquisas, como você avalia o resultado final – missão cumprida ou ainda há muito a ser feito?

Com certeza o que fizemos foi uma pequena contribuição e acredito que conseguimos atingir um dos objetivos, que era dar visibilidade a Língua Terena de Sinais e com isso chamar a atenção de outros futuros pesquisadores para avançar no tema. Ainda há muito a ser feito para evitar que essa língua se perca. Existem inúmeras possibilidades de pesquisas a serem feitas. E precisamos lembrar que temos muitas outras línguas de sinais em uso no país, algumas ainda sem nem mesmo uma pesquisa. Então estamos engatinhando no que diz respeito ao reconhecimento dessa diversidade cultural e linguística pela qual estamos rodeados, muitas vezes sem saber.

Sol: A Pajé surda - ‘Séno Mókere Káxe Koixómuneti’

Inspirada na história real do povo Terena, a narrativa apresenta a comunidade em uma época em que ela ainda vivia nas Antilhas e era designada pelo nome Aruák. A pajé Káxe, procurada por uma mulher em trabalho de parto, ajuda no nascimento do pequeno Ilhakuokovo. Ao pedir a benção dos ancestrais para o recém-nascido, em um ritual religioso tradicional, o espírito de Hopuxokenatí se aproxima e revela, no céu, imagens do futuro daquele povo. 

A partir daí, a obra ilustra um pouco da trajetória desses indígenas e da sua instalação em território brasileiro. Buscando caminhos que levasse aos Andes, em meados do século XVI, os espanhóis estabeleceram relações com os Terena, à época chamados de Guaná, na região do Chaco paraguaio. A chegada dos brancos acarretou muitas mudanças nas vidas dos indígenas, que procuraram, durante certo período, locais onde pudessem exercer seu modo de vida sem a influência da colonização.  

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Assim esse povo chegou ao Brasil, no século XVIII, e se instalou na região do Mato Grosso do Sul. Mesmo em outras terras, os conflitos trazidos pela colonização ainda eram um problema. A Guerra do Paraguai envolveu os Terena, que foram forçados a participar para garantir seus territórios e, no conflito, perderam muitos membros de sua comunidade. Após a guerra, questões territoriais continuaram causando embates. Nesse período, os Terena se viram obrigados a trabalhar nas fazendas da região, situação que ocasionou a servidão dos indígenas. 

Duas ilustrações da HQ de Língua Indígena de Sinais, descrita na legenda.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Recorte da HQ com duas ilustrações. Na primeira ilustração, superior, homem branco que usa terno marrom, está lendo um jornal onde aparece o nome FUNAI – Fundação Nacional do Índio. Na ilustração inferior, o rosto de dois indígenas e uma balão de diálogo que mostra o pensamento de um deles: Um mapa com sinalização em vermelho. Créditos: Reprodução

Algumas famílias dessa população indígena se mantiveram às margens das fazendas, ocupando pequenos núcleos familiares irredutíveis à colonização. Foram essas ocupações que, regularizadas no início de século XX, formaram as Reservas Indígenas de Cachoeirinha e Taunay/ Ipegue (com informações da Comissão Pró-índio de São Paulo). 

O autor conta que uma das principais dificuldades que teve no desenvolvimento da obra foi estudar a religiosidade, as pinturas e as tradições da comunidade e que, apesar de enriquecedor, o processo foi desafiador e demandou muito esforço na transposição e no acompanhamento junto à ilustradora.  

Para a orientadora do trabalho e coordenadora do projeto de pesquisa institucional HQ’s sinalizadas, Kelly Priscilla Lóddo Cezar, fazer uma história em quadrinhos sinalizada e tendo como principal objetivo transformá-la em um material plurilíngue para surdos e para divulgação das culturas envolvidas foi um grande prazer. “Trabalhar com diferentes línguas envolve se debruçar nos conhecimentos históricos com e sem registros escritos. É necessária uma grande entrega à pesquisa e o Ivan fez isso com louvor. Além de encantar o povo terena com a HQ, os pesquisadores participantes e colaboradores se encantaram com seu empenho e sua autonomia invejável, permeados de humildade”.  

As ilustrações da HQ foram feitas por Julia Alessandra Ponnick, que é acadêmica do curso de Design Gráfico da UFPR, autora, ilustradora e roteirista de histórias em quadrinhos.  

Capa da HQ Séno Mókere Káxe Koixómuneti. Sol: a Pajé surda
Descrição da imagem #PraCegoVer: Capa da HQ, em fundo azul, com o título: Séno Mókere Káxe Koixómuneti (Sol, a Pajé surda). Ilustração com três personagens, a anciã Káxe, e casal de indígenas. Três pares de mãos, e os nomes: Ivan de Souza, Kelly Priscilla Lóddo Cezar e Julia Ponnick. Créditos: Divulgação

Sol: A Pagé Surda

Séno Mókere Káxe Koixómuneti
R$ 35
  • HQ Sinalizada - Língua Terena de Sinais
PRÉ-VENDA

*Toda a renda será revertida para o Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural (IPEDI), bem como para seus projetos educacionais.

Autoria: Ivan de Souza, Kelly Priscilla Lóddo Cezar e Julia Ponnick
Editora: Letraria
Ano: 2021
Páginas: 64
Realização: Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Instituto de Pesquisa da Diversidade Intercultural (IPEDI)

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Rafael Ferraz Carpi

Rafael Ferraz Carpi

Rafael Ferraz Carpi - Founder & Publisher (MTB: 0089466/SP). Jornalista formado em Comunicação Social (2006), Rafael assina como Editor responsável pelo conteúdo, edição geral e publicações. Autor do projeto Jornalista Inclusivo (JI), foi repórter em jornais impressos e em rádio AM, fotógrafo em navios internacionais de cruzeiro e assessor de imprensa. Ativista social, é criador de conteúdo digital acessível, redator web, e marketing digital em mídias sociais.

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