#Audiodescrição: Fotografia em um escritório bem iluminado com cinco profissionais trabalhando ao redor de uma mesa de madeira, focados em um grande monitor central. À esquerda, um homem negro com fone de ouvido digita em um laptop, enquanto uma mulher de óculos aponta uma caneta para o monitor. Em primeiro plano à direita, uma mulher em uma cadeira de rodas manual também aponta para a tela principal, com um laptop aberto à sua frente. Ao fundo, um homem em pé gesticula com as mãos ao falar com uma mulher sentada na borda da mesa.
O grande monitor exibe o layout de um site. O título principal diz “Terceiro setor”, seguido do subtítulo “Guia para a digitalização de ONGs”. Na parte inferior da tela, destaca-se a seção “Recursos de Acessibilidade”, contendo ícones e o selo de “Conformidade WCAG 2.1 AA”. À direita do layout, há uma janela exibindo linhas de código de programação. (Créditos: Imagem criada com IA)
Nova pesquisa TIC 2025 revela que 46% das ONGs já possuem página na web. Saiba como escolher o domínio, a infraestrutura ideal e por que a acessibilidade nunca deve ficar para depois.
O Terceiro Setor brasileiro consolidou sua migração para o ambiente online. A recém-divulgada pesquisa TIC Organizações Sem Fins Lucrativos 2025 (apresentada em julho de 2026 pelo Cetic.br/NIC.br) aponta que o uso da internet por essas organizações atingiu a marca de 90%. Mais do que estar online, as ONGs estão construindo suas próprias sedes digitais: 46% das entidades já possuem website próprio — um salto significativo em relação aos 36% registrados em 2022.
No entanto, para associações, coletivos e iniciativas sociais, colocar uma página no ar exige mais do que apenas um visual atrativo. É preciso unir infraestrutura confiável (para sustentar campanhas de doação) com rigorosa acessibilidade digital, garantindo que nenhuma pessoa seja excluída do acesso à informação.
Abaixo, nosso Guia para a Digitalização de ONGs apresenta três etapas fundamentais para estruturar a presença digital do seu projeto.
1. A fundação: Domínio e Hospedagem
O primeiro passo é o endereço do projeto (domínio). A pesquisa do Cetic.br mostra uma profissionalização do setor: 53% dos sites de ONGs hoje utilizam a extensão ".org.br" (contra apenas 38% há três anos), o que confere maior credibilidade à causa. Esses registros são geridos pelo Registro.br (do Comitê Gestor da Internet no Brasil).
Em seguida, vem a escolha da hospedagem — o servidor que manterá seu site no ar. Fernando Carvalho, especialista em SEO da HostGator, explica que projetos comunitários no início de sua jornada se beneficiam de infraestruturas que aliem previsibilidade e segurança.
“O ideal é escolher uma hospedagem simples, com preço previsível e recursos essenciais já incluídos, como certificado SSL, backups, suporte técnico, e-mail profissional e instalação fácil de gerenciadores como o WordPress”, orienta. Verificar o espaço de armazenamento e o limite de tráfego é essencial, permitindo upgrades conforme a ONG for ganhando visibilidade.
2. O diferencial ignorado: Acessibilidade desde o início
Uma falha comum no desenvolvimento web para projetos sociais é priorizar as cores da marca e o layout, esquecendo a inclusão. Entidades que lutam por direitos humanos não podem ter um site que expulse usuários com deficiência.
A plataforma WordPress, que domina o mercado global, oferece excelentes ferramentas nativas. Mas a acessibilidade na web depende de execução técnica:
- Texto Alternativo (Alt Text): Todas as fotos das ações e projetos devem possuir descrição clara para leitores de tela usados por pessoas cegas.
- Contraste Visual: Botões de “Doe Aqui” ou “Seja Voluntário” devem seguir as normas do WCAG em relação ao contraste de cores, ajudando pessoas com baixa visão ou daltonismo.
- Navegação por Teclado: O site deve ser totalmente navegável via tecla Tab, garantindo o acesso de pessoas com deficiência motora que não usam mouse.
- Desempenho Mobile: Muitos assistidos por projetos sociais acessam a internet apenas por conexões instáveis de celular. Ter um código leve é uma questão de democratização de acesso.
3. Captação de Recursos e Manutenção a longo prazo
Um site de projeto social não é estático; ele é um motor de financiamento. Segundo os dados da pesquisa do Cetic.br 2025, 29% das organizações sem fins lucrativos já recebem doações pela Internet (acima dos 22% de 2022).
Situações como recebimento de doações simultâneas, inscrições para eventos, e publicação constante de relatórios de transparência exigem manutenções regulares. É nesse momento que os recursos de tecnologia do seu plano de hospedagem são testados.
“A migração [para um plano superior] faz sentido, principalmente, quando o site se torna essencial para captar recursos ou atender uma comunidade maior. Uma eventual indisponibilidade pode prejudicar o alcance e a credibilidade da iniciativa”, ressalta Carvalho. Em cenários de tráfego elevado, servidores robustos como os VPS (Virtual Private Servers) GatorClaw garantem que campanhas cruciais não saiam do ar nos momentos de pico.
Ao somar um servidor estável, a segurança do protocolo SSL e uma programação voltada à acessibilidade universal, o projeto social não apenas garante sua vitrine digital, mas prova que seus valores de inclusão começam já no código-fonte.
Faça o download gratuito da publicação em PDF no link: https://cetic.br/media/pdf/analises/20260707092507_pt_br_tic_osfil_2025_lancamento_imprensa.pdf
