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6 dicas para identificar a perda auditiva em crianças

Fonoaudióloga coloca aparelho auditivo em uma criança com o pai, ilustrando 6 dicas para identificar a perda auditiva em crianças.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem de capa: “6 dicas para identificar a perda auditiva em crianças”. Fotografia em área interna, com três pessoas. À esquerda, mulher negra de cabelos pretos. Usa jaleco branco e tem um estetoscópio pendurado no pescoço. Está segurando um aparelho auditivo em criança negra de pele morena e cabelos cacheados. A criança está de costas e usa camiseta amarela. Atrás é possível ver parte do rosto de um homem. Créditos: Shutterstock

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“Apesar do teste da orelhinha, é importante acompanhar o desenvolvimento auditivo”, diz especialista

Fonoaudióloga Andrea Sores apresenta um guia com dicas rápidas sobre como identificar a perda auditiva em crianças nas primeiras fases da vida

Será que o desenvolvimento do meu filho está adequado para a idade? Está é uma das perguntas mais comuns entre os pais de crianças até 5 anos de idade, de acordo com a fonoaudióloga Andrea Soares . Para entender melhor como está o desenvolvimento da criança é importante prestar atenção na linguagem e na fala: 

“Cada fase dos pequenos traz novas aquisições para seu desenvolvimento por meio dos estímulos sensoriais”, explica a especialista em Audiologia, Mestre em Saúde da Comunicação humana na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSC-SP).

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A audição, segundo a profissional, é um dos fatores que impacta de forma determinante a apreensão de mundo na fase infantil. Ela é a principal responsável pelo desenvolvimento da fala, uma das grandes preocupações dos pais. E da mesma forma, a audição é responsável por todo o processo de aprendizagem.

“Apesar do teste da orelhinha, obrigatório em todas as maternidades do país, atestar a audição da criança, é importante manter-se atento para acompanhar o desenvolvimento auditivo”, esclarece Andrea, que é sócia da Fonotom e da Clínica Imong.

Andreia diz que não é tão difícil assim perceber se o filho ouve bem, bastando prestar atenção em certos pontos, de acordo com cada fase da criança. Para ajudar, a fonoaudióloga e a Fonotom  preparam um guia com dicas rápidas para identificar o correto desenvolvimento em cada fase da infância. 

‘Como identificar os principais sinais que podem indicar perda auditiva em crianças?’

CONFIRA ABAIXO:

Bebê fazendo o Teste da Orelhinha.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Fotografia de bebê, pele branca e olhos azuis. Está sorrindo, deitado sobre superfície branca e usa macacão cinza. Duas mãos seguram aparelhos próximos às orelhas da criança, fazendo teste de audição. Créditos: Shutterstock
  1. Até um ano de vida

Nesta fase o principal é perceber se a criança reage de alguma forma a qualquer estímulo sonoro. Até completar os primeiros 3 meses de vida, o bebê deve se surpreender com sons altos, ter atenção ao som da voz e reagir com sorriso ou expressão no olhar ao ouvir a voz dos pais. Já entre 4 a 6 meses de idade o bebê começa a fazer sons com a boca, gritos diferentes para cada situação. Começa a procurar os sons com o olhar e fica atento a música ou brinquedos sonoros.

A partir dos 7 meses até 1 ano de idade o bebê começa a emitir algumas sílabas, como um balbuciar. Geralmente, começa com sons como “pa, ba, ma” e pode variar se ele está triste ou alegre. Nessa fase, ele começa a virar na direção dos sons e responder quando chamado pelo nome. Ele também passa a entender e responder frases simples como: não, vem aqui, quer mais. Na vontade de se comunicar, o bebê passa a usar gestos e sons para chamar atenção. Imita diferentes sons de fala e começa a tentar falar palavras como “mamã”. Nessa idade, a criança precisa reagir claramente aos sons, procurar a fonte sonora e olhar quando ouvir a voz dos pais.

  1. Segundo ano de vida

A partir de um ano de idade a linguagem começa a se estruturar de forma mais clara para a criança. Ela deve ser capaz de apontar partes do corpo quando você pergunta e realizar instruções simples como: “role a bola”, “manda beijo” ou “cadê o papai”. Aos poucos, seu vocabulário cresce e ele passa a conhecer o nome de objetos e animais. Como parte da curiosidade natural da idade, é nesta fase que surge a pergunta “o que é isso?” e ele começa a juntar duas palavras como, “quero água”. “Vale lembrar que o estímulo dos pais nesta idade é muito importante para que a criança se comunique mais e melhor” – reforça Andréa Soares.

Fonoaudióloga Andrea Soares, mulher branca com cabelos castanhos curtos, responsável pelas dicas para identificar a perda auditiva em crianças.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Fotografia em área interna, com a fonoaudióloga Andréa Soares, especialista em audiologia e sócia da Fonotom. Ela é uma mulher branca com cabelos castanhos curtos. Usa óculos de grau e roupa branca. Créditos: Divulgação/FONOTOM
  1. Entre os 2 e 3 anos

Com a aquisição de linguagem, a criança passa a entender instruções simples em duas partes, como “Pegue a colher e coloque-a sobre a mesa”. Ela também passa a entender o significado de novas palavras rapidamente e busca repeti-las. Em geral, a criança adota uma palavra que usa com frequência e passa a usar duas ou três palavras para pedir coisas.

  1. A partir dos 3 anos

Com a linguagem mais estruturada e com uma melhor apreensão do mundo que a cerca a criança começa a aprender mais palavras e conceitos. Nesta fase ela passa a conhecer cores, formas e palavras para a família como: vovô, tia, irmão. Usa pronomes como eu, vocês, eles e usa o plural em palavras. Ela já consegue formar frase com 4 palavras e consegue contar resumidamente como foi seu dia na escola, por exemplo.

  1. Até os 5 anos

O poder de abstração fica maior e ela consegue elaborar frases um pouco mais complexas. Aos poucos, a criança passa a entender variáveis de tempo, como ontem, hoje ou amanhã. Compreende frases longas com mais de uma tarefa, como: “escove os dentes e depois coloque o pijama”. E passa a entender instruções de tarefas simples da escola, como “desenhe um círculo” ou “pinte o gatinho”.

Mão branca com unhas compridas segurando aparelho auditivo infantil.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Fotografia mostra em detalhes uma mão, pele branca com unhas compridas, segurando um aparelho auditivo infantil. Créditos: Divulgação/FONOTOM
  1. A partir dos 5 anos

Com a aquisição da fala praticamente completa, a criança já deve conseguir falar palavras com todos os sons da fala. Nesta fase é natural que ela cometa pequenos erros, em sons ou palavras mais difíceis e desconhecidas para ela. Com a fala mais elaborada, os pequenos adquirem a capacidade de contar histórias e manter conversas. Uma boa dica é estimular a fala. Converse com ela, mostre objetos na rua, monte frases e incentive que forme frases para conseguir o que quer.

Se o filho não se encaixa no que foi dito acima, pais não precisam se preocupar! É comum que as crianças desenvolvam seu próprio ritmo. Por isso, é válida a consulta com um profissional especializado. Na dúvida, leve a criança ao médico otorrino e ao profissional de fonoaudiologia, para realização de exames e, se for o caso, um tratamento adequado. “A avaliação audiológica é um exame simples, capaz de detectar qualquer nível de perda auditiva e de indicar os melhores tratamentos para cada caso”, explica a fonoaudióloga da Fonotom.

Vale lembrar que é fundamental o acompanhamento pediátrico e que crianças são diferentes entre si. Manter a boa saúde da criança e consultas regulares ajuda a diagnosticar e tratar o problema. Quanto mais cedo a perda auditiva for detectada, mais simples é o tratamento e menor o impacto para o desenvolvimento da criança.

A melhor maneira de identificar o problema é brincar, conversar e interagir com o filho. Ele, com certeza, vai gostar muito de ter os pais por perto!

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Jornalista Inclusivo

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Da Equipe de Redação JI
Editor responsável (MTB: 0089466/SP)

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