Acessibilidança Virtual: Funarte lança a edição 2022 do Festival com 25 espetáculos premiados

Arte com mosaico de fotos do Acessibilidança Virtual, edição 2022, com logo do Festival, no canto esquerdo superior, e da Funarte, no canto direito superior. As fotos são de apresentações dos contemplados da região norte.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Arte com mosaico de fotos para o Acessibilidança Virtual, edição 2022, com logo do Festival, no canto esquerdo superior, e da Fundação Nacional de Artes – Funarte, no canto direito superior. Na parte superior da imagem há três pessoas em apresentação. Na parte inferior há mais cinco fotografias de outras apresentações dos contemplados da região norte do Brasil, que abrem a edição 2022 do Festival. (Imagem: Edição de arte. Fotos: Divulgação. Créditos: Assessoria de Comunicação – Funarte)

Resultado do Edital Dança Acessível 2021, as performances em vídeos, com recursos de audiodescrição e Libras, serão exibidas gratuitamente no canal da Funarte no YouTube

A Fundação Nacional de Artes – Funarte lança, na próxima quarta-feira, dia 8 de junho, às 20h, o Festival Acessibilidança Virtual. O evento online une dança e acessibilidade por meio de 25 espetáculos premiados em todas as regiões do país. A Região Norte será a primeira a mostrar suas performances. As montagens ficarão disponíveis para acesso gratuito no canal da Funarte no YouTube . O objetivo do programa é valorizar e fortalecer a expressão da dança brasileira, além de fomentar a democratização, a inclusão e a acessibilidade a essa arte milenar.

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    Boa leitura!

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    Acessibilidança Virtual

    O Festival Acessibilidança Virtual foi criado a partir das ações do Edital Dança Acessível – Prêmio Festival Funarte Acessibilidança Virtual. No concurso, foram premiados 25 projetos de vídeos de espetáculos com foco na acessibilidade e no ineditismo e que promovem o acesso online de pessoas com algum tipo de deficiência visual e/ou auditiva. A cada contemplado foi destinado o valor de R$ 32,8 mil de um total de R$ 870 mil em investimentos, incluindo os custos administrativos. Os prêmios foram distribuídos para grupos de dança das cinco regiões do país: Região Norte, Região Sul, Região Nordeste, Região Centro-Oeste e Região Sudeste.

    Abertura da Edição 2022: Região Norte

    A abertura oficial da 2ª edição do Festival, no dia 8 de junho, vai contar com a estreia de TA – Sobre Ser Grande, do Corpo de Dança do Amazonas (AM). A montagem de dança é inspirada no povo Tikunas, originário do Amazonas e que ocupa grandes dimensões da floresta. Segundo o diretor Mário Nascimento, TA significa “grande” para o grupo indígena. “Sabem as dimensões. No meio em que habitam, espaço, tempo e o corpo são uma coisa só. A união de tudo que está fora e dentro, TA derrama e espalha, navega, escala, sobrevoa”, ressalta.

    Já a Cia. de Dança Nosso Jeito, do Pará (PA) apresenta Acesso Concedido no dia 15 de junho. O espetáculo tem como norte o desenvolvimento das aptidões de cada corpo, do jeito que o corpo é, sem transportar modelos estereotipados. O bailarino, sobre rodas, flui por entre as representações da dança que o identificam como sujeito que age e interage com as métricas musicais, deslocando-se harmonicamente no espaço.

    Mais uma montagem premiada do Pará (PA), Graúna – Viver de Carimbó, do Centro Cultural Banzeiro, será exibida no dia 22 de junho. A performance mescla documentário com ficção para contar, por meio da dança, a história de uma das expressões culturais mais fortes da Região Norte, o carimbó. O cotidiano de uma jovem da periferia de Alter do Chão que se descobre nas encantarias do carimbó, nas sonoridades e na própria dança, é representado na montagem.

    Arte com duas fotografias do Corpo de Dança do Amazonas (AM), que estreia com o espetáculo TA – Sobre Ser Grande.
    Descrição da imagem #PraCegoVer: Arte com duas fotografias do Corpo de Dança do Amazonas (AM), que abre a edição 2022 do festival, no dia 8 de junho. As imagens mostram uma apresentação do grupo, que estreia com o espetáculo TA – Sobre Ser Grande. (“TA” significa Grande para os Tikunas). (Imagem: Edição de arte. Fotos: Divulgação. Créditos: Michael Dantas)

    Dia 24 de junho, o Grupo Acemda, de Rondônia (RO), lança Batuques da Floresta. Mesclando danças indígenas tribais e afro-brasileiras, o espetáculo visa valorizar a cultura dos povos tradicionais que vivem na Floresta Amazônica, como os indígenas Nambiquaras e os remanescentes quilombolas. O intuito é apresentar um espetáculo com energia e alegria, cheio de ritmo, que contagia o público. 

    A Cia. Lamira Artes Cênicas, do Tocantins (TO), encerra a agenda do mês de junho e a participação da Região Norte, com a montagem Sobre Si, dia 29. O espetáculo aborda o universo feminino, trazendo à cena questões sobre ancestralidade, maternidade, maturidade e tempo. Sobre Si é o registro da pesquisa em dança e teatro, apropriando-se da linguagem dessas artes primordiais para juntas conceberem um espetáculo que fala sobre amor, arte e vida.

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    Região Sul

    A agenda da Região Sul será lançada no dia 6 de julho, com a exibição de Masculino Diverso, da Cia. Lápis de Seda, de Santa Catarina (SC). Completam a programação mais dois espetáculos do Rio Grande do Sul (RS): Uma Fronteira Diferente, da Cia. Giro Livre, dia 8; e Transversus, do Grupo Ballet de Pelotas, dia 13 de julho.

    Região Nordeste

    A partir de 20 de julho, a Região Nordeste vai apresentar os seus talentos, estreando My (petit) Pogo, de João Paulo Pinho, do Ceará (CE). Em seguida, Corpos Turvos, do Coletivo Cida, do Rio Grande do Norte (RN), dia 22; Poéticas Inclusivas em Rede, da Associação de Artistas Integrados, de Pernambuco (PE), dia 27; Entrelaces, da Cia. de Dança Loucurarte, de Sergipe (SE), dia 29 de julho. Em agosto serão exibidos Dançando Godot, do Grupo X, da Bahia (BA), dia 3; CoNsequêNcia, da Cia. Dança Eficiente, do Piauí (PI), dia 5; e Nuvem de Pássaros, da Movidos Dança Contemporânea, do Rio Grande do Norte (RN), dia 10.

    Região Centro-Oeste

    A programação de agosto segue com os espetáculos da Região Centro-Oeste. No dia 17, a Giro 8 Cia. de Dança, de Goiás (GO), exibe Sr. Will; Movimento Mínimo Possível será apresentado no dia 19 pela Cia. Dançurbana, de Mato Grosso do Sul (MS); Diversus Grupo de Dança, de Goiás (GO), traz Cartas ao Tempo, no dia 24; e Brincância, da Cia. Theastai, de Mato Grosso do Sul (MS), será exibida no dia 26 de agosto.

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    Região Sudeste

    O Festival Acessibilidança Virtual será encerrado com montagens de contemplados da Região Sudeste. A bailarina Moira Braga, do Rio de Janeiro (RJ), apresenta Entre Nuvens, no dia 31 de agosto; a companhia Movicena, de São Paulo (SP), exibe Janela das RecordAções, no dia 2 de setembro; Manifesto!!!, da videoartista Estela Lapponi, de São Paulo (SP), será apresentado no dia 7; Quando a Casa Virar Rua, da Quick Cia. de Dança, de Minas Gerais (MG), estreia no dia 9; a performer Andreza Aguida, de São Paulo (SP), traz a montagem …percebendo…, no dia 14; já no dia 16 de setembro, Primárias, da Pulsar Cia. de Dança, do Rio de Janeiro (RJ), será lançada na plataforma digital.

    Os vídeos dos 25 espetáculos premiados em todas as regiões do país serão publicados no canal da Funarte no YouTube, às quartas e sextas-feiras, às 20h. Lembrando que essas montagens ficarão disponíveis após cada exibição.

    Serviço:

    Lançamento da 2ª edição do Festival Acessibilidança Virtual*

    *Os vídeos ficarão disponíveis no canal da Funarte após a exibição: http://bit.ly/FunarteYouTubeFestivalAcessibiliDanca

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