20ª Surdolimpíadas de Inverno na Turquia tem dobradinha inédita do Brasil

Jogadora de futsal feminino da seleção brasileira com medalha de prata da 20ª Surdolimpíadas de Inverno.
Realizada em Erzurum, a 20ª edição da Surdolimpíadas de Inverno (Winter Deaflympics) rendeu medalhas inéditas para as equipes feminina e masculina brasileiras de futsal. (Foto: Lidiana Matos/CBDS)

Além do Futsal, modalidades como Curling, Esqui Alpino, Esqui Cross Country, Snowboard e Xadrez também foram disputadas, com o Brasil marcando presença em duas delas.

De 02 a 12 de março, a delegação brasileira alcançou um feito histórico na 20ª edição das Surdolimpíadas de Inverno, realizadas em Erzurum, Turquia. Foi a primeira vez que o Brasil ganhou medalhas nas categorias de futsal feminino e masculino neste evento, que é um dos mais significativos no calendário internacional de esportes para surdoatletas.

Neste artigo

Boa leitura!

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Dobradinha inédita do Brasil

Com essa dobradinha do futsal, o Brasil se torna o único país da competição de inverno a conquistar medalhas no feminino e no masculino:

“É uma emoção muito grande ver onde conseguimos chegar e poder mostrar para o mundo a força do desporto de surdos do nosso país. Já tivemos muitas conquistas importantes, mas essa é especial, porque as duas seleções de futsal chegaram ao pódio”, destacou a presidente da Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS), Diana Kyosen.

Futsal Feminino de Surdas

A primeira conquista do Brasil nas Surdolimpíadas de Inverno foi da equipe feminina de futsal. Elas jogaram a final contra a Espanha, que ganhou o jogo por 5 x 2. Assim, a equipe feminina ficou em segundo lugar e ganhou a medalha de prata, após uma campanha sem precedentes.

No decorrer do torneio, a seleção feminina, liderada pelo técnico Vanderlan da Silva, venceu o Japão (3 x 0); a Itália (5 x 0); a Irlanda (13 x 2); e a Grã-Bretanha (4 x 1). A equipe teve duas derrotas, ambas contra a seleção da Espanha. 

Ainda no futsal feminino, o primeiro lugar ficou com a seleção da Espanha e o terceiro lugar com a seleção da Alemanha.

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Futsal Masculino de Surdos

A segunda conquista do Brasil foi da equipe masculina de futsal, que jogou pelo terceiro lugar contra a Espanha. Em um jogo emocionante, o Brasil dominou os espanhóis com uma vitória esmagadora de 8 x 4. Assim, a equipe masculina conquistou o terceiro lugar e a medalha de bronze, também em uma campanha sem precedentes.

No decorrer do torneio, a equipe masculina, sob a liderança do treinador Lúcio Cruz, triunfou sobre o Quênia por W.O; a República Tcheca (6 x 4); e a Tailândia (6 x 2). O time empatou com o Japão (1 x 1) e foi derrotado pelo Irã.

No futsal masculino, o primeiro lugar foi para a seleção do Irã e a seleção do Japão ficou com o segundo lugar.  

Todas as partidas das Surdolimpíadas de Inverno foram transmitidas ao vivo e estão disponíveis para assistir na playlist do YouTube do ICSD no Link .

Vídeo da cerimônia de encerramento

O evento é denominado “Winter Deaflympics 2023”, apesar de ter ocorrido em 2024 devido à tradição de nomear os jogos com base no ano em que foram premiados, e não no ano em que ocorrem. Essa convenção de nomenclatura é comum em eventos esportivos e ajuda a manter a consistência e os registros históricos. 

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20ª Surdolimpíadas de Inverno

Considerado um dos principais eventos do calendário do surdodesporto mundial, a Winter Deaflympics é realizada pelo Comitê Internacional de Esportes para Surdos (ICSD) e reuniu mais de 600 atletas com surdez, representantes de 36 países, em Erzurum, na Turquia, entre os dias 2 e 12 de março.

O Brasil marcou presença com a sua maior delegação até agora, composta por 48 pessoas, incluindo atletas, equipe técnica e líderes da Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS).

Foram disputadas seis modalidades esportivas: Curling, Esqui Alpino, Esqui Cross Country, Futsal, Snowboard e Xadrez. O Brasil competiu em duas delas: Futsal (Feminino e Masculino) e Xadrez.

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Rafael F. Carpi

Editor na Jornalista Inclusivo e na PCD Dataverso. Formado em Comunicação Social (2006), foi repórter, assessor de imprensa, executivo de contas e fotógrafo. É consultor em inclusão, ativista dedicado aos direitos da pessoa com deficiência, e redator na equipe Dando Flor e na Pachamen Editoria.

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