Congresso Internacional ‘Autismo Sem Fronteiras 2026’ reúne especialistas e famílias em Goiânia

Banner Autismo Sem Fronteiras 2026 - Programação Oficial, com fotos de Andrea Werner, Carlos Gadia e Lucelmo Lacerda.

#Audiodescrição: Banner digital com fundo azul texturizado por silhuetas sutis de peças de quebra-cabeça. A composição destaca três fotografias alinhadas lado a lado. À esquerda, Andrea Werner sorri olhando para a frente, vestindo uma blusa preta decotada. Ao centro, Carlos Gadia, usando terno, gravata e óculos, fala ao microfone. À direita, Lucelmo Lacerda, também de terno e gravata, segura um microfone próximo ao rosto enquanto gesticula com a mão direita. Na base da imagem, uma faixa branca horizontal contém um logotipo de fita de conscientização (nas cores azul e verde, com o recorte de uma peça de quebra-cabeça) e o texto centralizado em letras azuis: “AUTISMO SEM FRONTEIRAS”, seguido logo abaixo por “PROGRAMAÇÃO OFICIAL 2026”. (Foto: Divulgação)

Com palestras de profissionais como Lucelmo Lacerda, Andrea Werner e Carlos Gadia, evento promove acessibilidade, conta com intérprete de Libras e foca em qualidade de vida para pessoas com TEA.

Goiânia/GO, 13 de abril de 2026 – Neste mês de abril, marcado mundialmente pelas campanhas de conscientização e aceitação do autismo, o Centro-Oeste brasileiro se torna o epicentro das discussões sobre neurodiversidade. Nos dias 18 e 19 de abril de 2026, Goiânia recebe a 2ª edição do Congresso Científico Internacional Autismo Sem Fronteiras (ASF).

Realizado no Teatro Rio Vermelho (Centro de Convenções de Goiânia), o evento é hoje considerado um dos maiores e mais importantes encontros multidisciplinares sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) do país. A iniciativa, que conta com total acessibilidade comunicacional através de intérpretes de Libras, é organizada pela Associação das Mães em Movimento pelo Autismo (MMA).


Após o sucesso da sua primeira edição em 2025, que reuniu cerca de 2 mil pessoas, o evento deste ano expande seus horizontes. O objetivo é integrar a prática clínica baseada em evidências, a educação inclusiva e as vivências reais das famílias atípicas.

Resultados preliminares do Censo 2022 , divulgados pelo IBGE em 2025, indicam que o Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com TEA (1,2% da população). A maioria dos diagnósticos está concentrada em crianças e adolescentes, com maior prevalência entre homens (1,5%) do que mulheres (0,9%). A maior taxa de diagnóstico foi observada entre pessoas brancas (1,3%), seguida por amarelas (1,2%), pardas e pretas (1,1%) e indígenas (0,9%).

Grande auditório lotado. Centenas de pessoas estão sentadas em poltronas vermelhas, voltadas para o palco do congresso.
#Audiodescrição: Fotografia em plano geral de um amplo auditório com capacidade esgotada. Centenas de pessoas ocupam fileiras contínuas de poltronas vermelhas, distribuídas no piso principal e em um mezanino superior ao fundo. O público, diverso em gênero e idade, mantém os rostos voltados para a esquerda, em direção ao palco (que está fora do enquadramento). A iluminação ambiente é difusa, com luzes de palco em tons de azul e roxo refletindo nos espectadores das primeiras fileiras. A imagem documenta a alta adesão e o volume de participantes do evento. (Foto: Divulgação / ASF)

O crescimento dos diagnósticos exige, cada vez mais, que a sociedade civil, o poder público e a classe médica estejam alinhados para oferecer qualidade de vida e combater o capacitismo (o preconceito contra pessoas com deficiência).

“O nome Autismo Sem Fronteiras reflete a nossa intenção de transcender as limitações geográficas e culturais na forma de perceber e vivenciar os autismos nas mais diversas camadas sociais”, destaca a organização. O foco central desta edição será a atualização em pesquisas científicas e estratégias de inclusão que realmente funcionam para a evolução clínica e a autonomia das pessoas autistas.

Nomes de peso e debates urgentes

O congresso é voltado para um público amplo: profissionais da saúde, gestores escolares, pedagogos, advogados atuantes na área do direito PCD, além de pais, familiares, cuidadores e, fundamentalmente, as próprias pessoas autistas.

A programação conta com mais de 20 especialistas, misturando grandes autoridades médicas e vozes ativas da comunidade. Entre os destaques estão o Dr. Carlos Gadia (renomado neuropediatra radicado nos EUA), o Dr. Lucelmo Lacerda (referência nacional em educação baseada em evidências), e a ativista e jornalista Andrea Werner, que abordará o custo do TEA e o papel transformador da política.

Os temas das palestras fogem do lugar-comum. Além de rastreamento visual para diagnóstico precoce e intervenções naturalísticas, o evento tocará em feridas profundas da comunidade atípica. A prevenção ao suicídio em pessoas autistas, os desafios da inclusão de meninas no espectro, a inserção no mercado de trabalho e o planejamento jurídico para o futuro dos filhos (abordado na palestra “O direito de morrer em paz”, da advogada Letícia Amaral, diretora do ASF), são alguns dos painéis aguardados. O evento também contará com a sensibilidade do poeta e escritor Fabrício Carpinejar.

Autismo Sem Fronteiras 2026: Como participar

Os interessados em participar dos dois dias de imersão podem garantir o passaporte diretamente no site oficial da organização. Além do acesso integral aos debates, os congressistas recebem um kit exclusivo e certificado de participação.

SERVIÇO

  • O quê: 2º Congresso Internacional Autismo Sem Fronteiras (ASF 2026)
  • Quando: 18 e 19 de abril de 2026
  • Onde: Centro de Convenções de Goiânia | Teatro Rio Vermelho (Goiânia – GO)
  • Acessibilidade: O evento contará com intérpretes de Libras.
  • Inscrições e Informações: https://autismosemfronteiras.com.br/

Programação Completa do Congresso

18 de abril (Quinta-feira)

Manhã

  • 07:00 – Check-in
  • 08:00 – Início das palestras
  • Dr. Carlos Gadia (Médico – EUA): Rastreamento visual como ferramenta de diagnóstico precoce do TEA. O que já é realidade e o que está por vir?
  • Dr. Marcelo Masruha (Neurologista, PhD): Qual a causa do câncer? (Abordagens genéticas associadas)
  • Dra. Débora Kerches (Médica): Um olhar além do DSM-5: desafios e particularidades do TEA em meninas
  • Dr. Thiago Gusmão: A vida após terapia: há mercado de trabalho para o autista?
  • Dr. Julio Santos (Neurocientista, PhD): Os pilares do aprendizado no TEA: a ciência de uma educação eficiente
  • Rodada de conversa: Brainstorming com os palestrantes da manhã
  • Layla Sump (PhD, BCBA-D): O conhecimento amplia oportunidades: como implementar estratégias eficazes de orientação e treino parental?

Tarde (A partir das 13:30)

  • Dr. Guilherme Polanczyk (Psiquiatra da infância, PhD): Prevenção da depressão e suicídio em pessoas autistas
  • Daniela Canovas (Doutora em Psicologia): Abordagem estruturada ou naturalística? Estratégias de ensino na intervenção baseada em ABA
  • Rafael Silva (Doutor em Psicologia): Agir antes de “escalar”: a importância do gerenciamento de crises agressivas
  • Rodada de conversa: Análise do Comportamento Aplicada (ABA)
  • Dr. Eduardo Vieira (Especialista em Educação Inclusiva): Educação inclusiva especializada: desvendando a “guerra de narrativas”
  • Fernanda Fialho (Autista): A história que meus pais não contariam
  • Andrea Werner (Jornalista e ativista): Mitos e verdades sobre custo do TEA e como a política pode transformar realidades
  • Apresentação dos pôsteres científicos

19 de abril (Sexta-feira)

Manhã

  • 07:00 – Check-in
  • 08:00 – Início das palestras
  • Dra. Angela Sirino (Psicanalista): Uma nova história
  • Dr. Horácio Joffre (Presidente da APADEA): A luta de 40 anos de um pai que nunca desistiu: o homem que revolucionou a história do autismo na Argentina
  • Dra. Carolina Quedas (Fisioterapeuta): “Ruído motor” no autismo: interferências no movimento que impactam comportamento, atenção e funcionalidade
  • Dr. Mazinho (Médico): O autismo escondido na floresta: o desafio da ação que ninguém vê
  • Letícia Multigestos (Fonoaudióloga): Como ativar a fala e alfabetização em crianças com TEA utilizando o Método MultiGestos
  • Dr. Renato Arruda (Neurologista, PhD): Panorama mundial sobre epidemiologia do TEA e dados do MAB (Mapa Autismo Brasil)
  • Roda de conversa: Amor no TEA – Como o autismo afeta os relacionamentos?
  • Dr. Paulo Ragazzo (Neurologista): A neurobiologia do amor: o de mãe é diferente?

Tarde (A partir das 13:30)

  • Fabricio Carpinejar (Poeta, escritor e jornalista): Quando alguém acredita, tudo muda
  • Dra. Letícia Amaral (Advogada e diretora do ASF): O direito de morrer em paz (O planejamento jurídico e de vida para dependentes)
  • Dra. Aida Brito (Doutora em Educação): Otimizar os vários ambientes da pessoa com TEA: planejamento e orientação escolar
  • Veruska de Paula (Formadora de professores inclusivos): Oportunidades e desafios do atendimento especializado do estudante com TEA
  • Lucelmo Lacerda (Doutor em Educação): Não há achismo quando se trata da vida de alguém: a importância das ações baseadas em evidência
  • 18:00 – Divulgação dos vencedores dos trabalhos científicos e encerramento do congresso