Inclui PcD 2022: Feira de empregos para PcDs espera reunir 15 mil vagas entre 20 e 22 de setembro

Arte com foto de dois homens, um em cadeira de rodas outro com T21, como plano de fundo e o texto: “Inclui PcD 2022 - A maior feira online de empregos para pessoas com deficiência.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Arte com foto como plano de fundo e texto centralizado. Título: “Inclui PcD 2022 – A maior feira online de empregos para pessoas com deficiência. 20 a 22 de setembro de 2022. Inscreva-se já”. Fotografia com filtro na cor roxa com duas pessoas. À esquerda, homem pardo com cabelos pretos sentado em cadeira de rodas com roupa preta. À direita, um jovem branco com cabelos pretos e trissomia do cromossomo 21 (síndrome de Down). Está em pé, usa camisa clara, gravata vermelha e calça escura. (Imagem: Edição de arte. Foto: Pexels. Créditos: Mart Production)

Representando só 1% da força de trabalho formal, profissionais com deficiência e empresas já podem se inscrever na 3ª edição da feira de empregos online e gratuita

No Brasil, cerca de 45 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência, segundo o Censo 2010 do IBGE, representando 24% da população. No entanto, a proporção não se reflete no mercado de trabalho. Para ajudar a alterar o cenário agravado pela pandemia de COVID-19, será realizada a Inclui PcD – maior feira de empregos para pessoas com deficiência (PcDs).

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    Boa leitura!

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    Inclui PcD 2022

    Realização da Egalitê – startup especializada na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, a Inclui PcD chega na sua 3ª edição entre 20 e 22 de setembro. As inscrições da feira online de empregabilidade são totalmente gratuitas.

    O evento foi criado em 2020 para diminuir os impactos da pandemia, que congelou a oferta de vagas e fez aumentar o número de demissões, ano em que reuniu mais de 5 mil vagas. Em 2021, o número saltou para 13 mil e neste ano a expectativa é reunir 15 mil postos de trabalho.

    A feira também é direcionada a empresas e conta com 200 participantes. São nomes como o Banco BV, EY, Grupo Boticário, Grupo Soma, Lojas Renner, P&G, Pepsico, SAP, TOTVS, Vale, GPA, Coca-Cola FEMSA e BTG. Os postos de trabalho são em diferentes áreas, além de níveis, cargos e modelos de trabalho distintos. 

    A programação conta com lives e palestras das empresas participantes para os 75 mil candidatos cadastrados na base da Egalitê, startup que realiza o encontro. A empresa atua há 12 anos e desenvolve um papel de forte impacto social: já incluiu 14 mil pessoas com deficiência no mercado de trabalho. 

    Cenário atual

    Dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS, 2020) mostram que as PcDs registradas em empregos formais no país representam só 1% do total de contratações em regime CLT. Entre 46.63 milhões de profissionais, apenas 486 mil têm carteira assinada. 

    Em paralelo, segundo dados do Caged, obtidos em 2021, o número de PcDs e reabilitados desligados no país atualmente é maior do que o número de contratações. Portanto, o saldo é negativo para a maioria das atividades econômicas. 

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    Conectando PcDs e empresas

    “Ao ser o elo de conexão entre os profissionais com deficiência e as organizações, a Egalite, por meio da Inclui PcD, reforça o potencial e o protagonismo dessas pessoas e ajuda as organizações no que diz respeito a um trabalho efetivo e com propósito de inclusão, tão necessário atualmente”, diz Guilherme Braga, CEO da Egalite.

    A Inclui PcD realiza a missão da startup de viabilizar o acesso a vagas de emprego e capacitação para pessoas com deficiência e empresas. A feira conecta os públicos através da sua plataforma digital, atuando diretamente no combate ao preconceito no mercado de trabalho, capacitando as empresas e atribuindo protagonismo profissional às pessoas com deficiência.

    Equidade hierárquica

    Segundo pesquisa da Talenses Group com 104 executivos de grandes corporações brasileiras, 7 em 10 têm “alguma política de contratação de profissionais com deficiência.” No entanto, não há equidade – colaboradores são parcela mínima de participação em níveis hierárquicos altos. 

    De acordo com o levantamento, 69% das empresas entrevistadas buscam incluir PcDs nos seus negócios, mas a participação dos profissionais é reduzida progressivamente em cargos de liderança. 84% afirmaram ter PcDs em cargos de assistentes e 63% em cargos de analistas. Apenas 37% relataram ter pessoas com deficiência em coordenação (gerência média) e somente 5% dos entrevistados relataram ter diretores. A fatia de presidentes ou vice-presidentes com deficiência foi inferior a 1%.

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    Comprometimento inclusivo

    Os números deixam claro um problema latente no mercado de trabalho. Quando existe alguma movimentação para incluir pessoas com deficiência, as empresas não estão realmente comprometidas com a inclusão, a capacitação e a projeção de carreira a longo prazo dos profissionais. 

    O estudo da Talent Group confirma que o principal motivo para a criação dos programas de inclusão é a necessidade de seguir a Lei de Cotas (Lei Nº 8.213/1991 ). A legislação obriga que empresas reservem vagas para PcDs de acordo com o número de funcionários. Aquelas que têm entre 100 e 200 funcionários devem cumprir uma cota de 2%. Entre 201 e 500, 3%. Entre 501 e 1000, 4%. E, acima de 1000, 5%. 

    Guilherme Braga (CEO e fundador da Inclui PcD), concorda que muitas empresas ainda contratam pessoas com deficiência pela obrigatoriedade da lei e perdem a oportunidade de agregar valor ao time e também ao profissional pela sua capacidade.

    Fundador da Egalitê, Guilherme Braga é um homem branco, usa terno e sorri. Sobreposição de texto descrito na legenda.
    Descrição da imagem #PraCegoVer: Arte com foto colorida e texto. Na lateral esquerda, sobre o plano de fundo degrade escuro, sobreposição do texto: “Guilherme Braga, fundador da HRtech Egalitê”. Na lateral direita, a fotografia do profissional, homem de pele branca, cabelos castanhos escuros e barba. Usa camisa branca, terno escuro e sorri. (Imagem: Edição de arte. Créditos: Foto de Marco Torelli)

    “As contratações tornam-se vazias quando não consideram as necessidades do colaborador e contemplam um plano de crescimento real. Assim, não haverá retenção e a equidade de oportunidades nunca será alcançada. Não basta somente empregar, é necessário promover a inclusão. E para chegar nesse nível é fundamental desenvolver a cultura organizacional apropriada.”, explica. 

    “Os processos seletivos devem ser acessíveis, recursos de acessibilidade são fundamentais e deve haver investimento em capacitação para o novo profissional, para o time e principalmente para as lideranças, que devem ser capazes de gerir times diversos e de compreender a fundo as necessidades de cada membro da equipe.”, complementa o especialista. 

    As empresas e candidatos interessados em participar da Inclui PcD podem se inscrever e cadastrar vagas gratuitamente no site da feira neste link

    Serviço

    Inclui PcD 2022

    > Data: 20 a 22 de setembro
    > Local: Online
    > Preço: Gratuito para empresas e pessoas com deficiência

    Sobre a Inclui PcD 

    A feira é a maior de empregabilidade para o público com deficiência do mundo e acontece em homenagem ao Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência, 21 de setembro. A feira é realizada pela startup especializada na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho Egalitê e aposta em conexão, inclusão e capacitação. Dessa forma, o evento é uma ponte entre esses profissionais e as empresas, atribuindo autonomia e protagonismo às pessoas com deficiência. 

    Sobre a Egalitê

    A startup Egalitê é especializada na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e atua promovendo conexão, capacitação e inclusão das pessoas com deficiência frente ao mercado de trabalho. A HRtech venceu o Zero Project, prêmio austríaco em conjunto com o World Future Council e o European Foundation Center, o World Summit Awards (WSA) promovido pela ONU, em 2019, além de ter sido acelerada pelo Facebook e pela Artemisia na Estação Hack, em 2018. Em 2017, foi a primeira empresa do Brasil premiada no Global Grand Challenges Awards e, no mesmo ano, foi considerada uma das 10 startups mais atrativas do Brasil, de acordo com a 100 Open Startups. 

    Rafael F. Carpi
    Rafael F. Carpi

    Jornalista, editor nas iniciativas Jornalista Inclusivo e PCD Dataverso. Formado em Comunicação Social em 2006, foi repórter, assessor de imprensa, executivo de contas e fotógrafo. É consultor em acessibilidade e inclusão, ativista dedicado aos direitos da pessoa com deficiência e redator na equipe Dando Flor.

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