Certa vez fui questionada sobre o impacto que uma vida sentada exerce sobre um indivíduo cadeirante. Isso me fez refletir que há um pensamento muito enraizado de que pessoas com deficiência motora e que utilizam cadeiras de rodas não são capazes de ficar em pé, e passam suas vidas sentadas. O que me levou a uma segunda reflexão, que realmente existem cadeirantes que quase que exclusivamente realizam sua rotina sentados.
Toda criança precisa aprender se mover sozinha, independente da maneira. Neste artigo Carol Nunes explica que uma criança não deve ser empurrada o tempo todo. Entenda o porquê:
Um dos itens mais conhecidos quando falamos em deficiência física é a cadeira de rodas. É o dispositivo mais famoso, ilustrando placas de vagas exclusivas ou locais acessíveis, porém um dos menos conhecidos. Mas mesmo com toda essa visibilidade a cadeira de rodas não é completamente conhecida. Ela não é um dispositivo único e globalizado. Ela precisa atender a demanda individual de quem a usa.
Acredito que um dos assuntos mais polêmicos e que aflige as famílias ainda atualmente seja sobre o uso da cadeira de rodas. Há uma crença e um preconceito muito grande de que as pessoas estão “presas” a uma cadeira de rodas.
Descrição da Imagem: #PraCegoVer - Fotografia mostra a Fisioterapeuta Neurofuncional Carol Nunes, que assina este artigo, agachada atrás da criança Ana Bela (4 anos), com paralisia cerebral, sustentando seu tronco em pé, em cima do skate, onde está desenvolvendo atividade esportiva de deslocamento, com ajuda de eletroestimulação. De frente está sua mãe, auxiliando a sustentar sua cabeça e participando da atividade. Fim da descrição.
Por muitos anos nós, fisioterapeutas, fomos procurados por pessoas com deficiência e suas famílias como fonte de esperança, como diretrizes do que deveria ser feito, o que eles precisavam fazer de suas vidas e em seus dias regrados.